segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Viagens de 2012



Por onde mochilámos em 2012



Não podiamos terminar o ano, sem partilharmos algumas fotografias das nossas viagens de 2012.

É claro que os nossos desejos para 2013 para nós e para todos são os de muita Saude, Paz, Tranqulidade, e que o nosso País consiga ultrapassar rapidamente esta grave crise económica, que nos deixa a todos preocupados e tristes, mas para nós dessejamos sempre algo de muito especial: muitas viagens de mochila às costas!

Viajar é o que mais gostamos de fazer na vida, e se tivermos a possibilidade de viajar, é porque em principio estamos com saude, bem como os que nos são mais queridos que nos rodeiam, e estamos com Paz e Tranquilidade.
O dinheiro...claro, tambem é importante e imprescindivel, mas não é preciso assim tanto dinheiro quanto isso para e viajar de mochila às costas. A vantagem destas viagens é que são realmente económicas, e na verdade tudo é uma questão de opções na vida.
Em alturas de crise e insegurança económica, mais importante se torna definirmos opções e prioridades. Para nós, a prioridade é viajar. Como tal, coisas como jantar fora regularmente, comprar roupas a toda a hora ou de marca, equipar a casa com tecnologia sofisticada e mobilia cara, ter um grande automóvel, etc etc passam para ultimo plano.
Não são coisas imprescindiveis para nós, e entre escolher uma delas e a possibilidade de mais uma viagem de mochila  às costas, nem hesitamos.
A roupa deixa de servir; o sofá caro tambem se estraga -  nem que seja pelas arranhadelas dos gatos...); o grande automóvel com estilo para nós tem o mesmo efeito que um carro mais económico, que é o de nos transportar de um stítio para o outro, quando precisamos.
Já o que trazemos de cada viagem nunca é banal e nunca se estraga. São as memórias das experiências, dos momentos, das emoções, dos lugares, das pessoas com quem nos cruzamos, nem seja só por breves momentos, que juntos vamos vivendo. Estas vão ficar para sempre.

Para viajar não precisamos de quase nada a não ser de nós mesmos. Ok, é preciso algum dinheiro, como é óbvio, mas não é necessário tanto assim, sobretudo se definirmos as tais prioridades no dia a dia.

Precisamos de nós mesmos, de uma mente aberta, da capacidade para levarmos connosco de cada lugar um pouco desse mesmo lugar.
Seguimos leves e livres de bens e coisas, mas com o coração carregado de verdeiras emoções!

Queremos continuar a seguir para 2013 com essa mesma leveza! Continuemos a mochilar!



Malásia e Sinapura

Janeiro/ Fevereiro 2012



Bairro Little India onde ficámos alojados, em Singapura. Restaurantes, lojas e uma grande comunidade indiana transportam-nos para a India.




O refrescante jardim botânico de Singapura; optimo lugar de refugio do calor insuportável da ilha, cidade, País. Abundam jardins de orquideas de várias côres.



Um iate em cima de prédios...só mesmo em Singapura.


Singapura


Prédios interligados com corredores de jardins interiores.
É assim Singapura.



As gigantescas Torres Petronas em Kuala Lumpur, Malásia. Com 452 m de altura, são o sexto edificio mais alto do mundo, com 88 pisos.



O elevador das torres informa que chegamos ao piso 86



Ainda em Kuala Lumpur, visitámos as Batu Caves, um templo hindu escavado na rocha, ao qual se acede por uma imensa escadaria. Cruzamo-nos com hindus devotos que oferecem flores e frutas aos deuses.



Em Pulao Pangkor, ilha paradisiaca na Malásia, a norte de Kuala Lumpur, mergulhámos em aguas transparentes e cálidas e avistámos muitas aves destas com um bico duplo e que serão da familia dos pelicanos.




A seta que está nos tectos de todos os hoteis da Malásia. Não é a saída de emergência, como todos pensam, e que tambem nos passou pela cabeça, embora nem sempre fizees muito sentido para onde apontava...É na realidade a direcção de Meca. É para aí que os fieis muçulmanos se devem voltar para rezar.




Coral beach, na ilha de Pulao Pangkor.




Alugámos uma bicicleta por um dia e percorremos a pequena ilha, passando por estradas com algumas subidas dificeis, mas com vegetação densa e por praias desérticas.




Antes de continuarmos a viagem para as montanhas nas Cameron Highlands, fizemos uma paragem de 2 dias em Ipoh, uma cidade grande, capital de um dos estados da Malásia, e que traduzido à letra significa uma árvore local.
Situada nas margens de um rio, é agradável com ruazinhas com arcadas pintadas de várias côres alegres e que refrescam um pouco do Sol tórrido.


Em Ipoh, tomávamos o pequeno-almoço neste enorme Restaurante com mesas e cadeiras de plátstico.À volta da sala, concentravam-.se as pequenas banquinhas, cada uma a vender o seu pequeno-almoço: chinês, indianos, malaio...era só escolher para onde estávamos amis virados e depois finalmente passar na banquinha das bebidas e pedir os sumos ou o café com leite.



Naas redondezas de Ipoh, visitámos mais um magnifico templo cavado na rocha, o Perak Cave Temple. O templo budista, para alem das estátuas  do Buda, contem pinturas nas paredes, e o cheiro intenso do incenso mistura-se com o das flores que adornam os pequenos altares espalhados por toda a gruta.
Em baixo, as estátuas representam a vitória do bem sobre o mal, cuja cabeça está a ser esmagada pelo pé de quem representa o Bem.



O templo budista de Perak Cave.




Á espera do autocarro que passa na estrada, de volta a Ipoh.


A chegada às Cameron Higlands, zona montanhosa do interior Malaio, conhecida tambem pelas plantações de chá.



Plantações de chá a perder de vista.



Um tour de meio dia em todo o terreno que nos levou a visitar plantações de chá, e a fazer um pequeno trekking pelo meio da floresta.



Butterfly Farm nas Cameron Highlands, por onde esvoaçam borboletas maravilhosamente coloridas e onde é possível pegar nas mãs pequenas serpentes e insectos dinnosáuricos...



Um dos pequenos trekkings que fizemos nas Cameron Highlands, pelo meio da floresta, acompanhados pela sussurante melodia de ribeiros e cascatas




No barco, a caminho de Taman Negara, a mais antiga floresta tropical humida do mundo.




A desafiar as vertigens está o passeio pelas estreitas pontes suspensas que ligam as a´rvores, no meio da selva. Não sabia se havia de observar o topo das altissimas árvores ou preocupar-me com a distância profunda que nos separa do solo.



A riqueza da vegetação em Taman Negara



Junto ao rio lamacento, que separa a aldeia da Reserva Natural, almoçamos e jantávamos nos restaurantes flutuantes que baloiçam sobre a agua



Uma almoço à beira rio de frente para o Parque Taman Negara



Em Malacca, é comum vermos alguma da influência portuguesa, como por exemplo a venda de Pasteis de Nata.



O centro de Malaca à noite é animado com um enorme bazaar ao ar livre. Souvenirs, t-hirts, óculos de Sol, etc vendem-se ao lado de esplanadas improvisadas que servem comida malaia deliciosa




Templo em Malaca




Candeeiros de papel vermelhos e dourados e estátuas de dragões flamejantes enfeitam as ruas do centro de Malacca



Templo Hindu em Malacca



O tipico Cendol, um doce Malaio, mas mais apreciado ainda em Malcca, feito de pedaços generosos de gelo, coberto por leite de côco, amendoins e feijões vermelhos. Não é o doce mais delicioso que já provei, mas é muito refrescante. Vende-se por todos os lados.



A porta de Santiago, uma das portas da Fortaleza de Malacca 



Visitar a Flor de La Mar, uma réplica da nau Portuguesa que viajou pelos mares do Indico no séc XVI, é regressar ao passado desta rica História de Portugal e constitui o Museu Maritimo de Malaca.


Pelas ruas de Malacca



O Bairro português em Malacca.


No Museu, a herança portuguesa




O nosso anfitrião simpático no Museu que trocou connosco  e orgulhosamente algumas palavras em Portugues



Musica num templo hindu em Malacca


A Ilha de Malacca, ao largo da cidade, infelizmente muito poluída.




Podia ser um Paraíso se não fosse a poluição e o abandono a que foi deixada





Boi Taull - Esquiar nos Pirineus Espanhois

Março/ Abril 2012

Esquiámos em Boi Taull e aproveitámos para explorar estradas montanhosas e aldeias de pedra perdidas no tempo na zona dos Pirineus. Passámos pela sofistica estância de Ski de Baquera -Beret e pela cidadezinha de Vielha com as casas cobertas com os longos telhados da cor de ardósia.


















Grécia, Albânia e Macedónia

Setembro/ Outubro 2012


Atravessando a pé a fronteira entre a Albânia e Macedónia




O idilico lago em Ohrid, na Macedónia.




A Catedral de Ohrid, em domingo de Missa.



A pequena igreja ortodoxa de frente para o azul do lago de Ohrid.




Ohrid, o lugar mais turistico da Macedónia.



Rua pedonal em Bitola, a segunda cidade da Macedonia a seguir à capital, Skopye.



O lindissimo pulpito de uma igreja em Thelassonika, segunda cidade grega a seguir a Atenas.





A torre branca em Thelassonika



A nosssa viagem coincidiu com uma das visitas da Senhora Merkel à Grecia, levando o País a mis umas quantas ondas de manifestações e protestos.




A bela ilha de Santorini



As ruelas de Thira, em Santorini



A ilha de Santorini - posse para a fotografia



A exuberante Red Beach




Santorini - Sensação de liberdade




Outra das belas praias de Santorini




Entardecer em Santorini



Oia, no Norte de Santorini







Outra das espectaculares ilhas gregas, Paros







quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Disse-me um adivinho






Uma das prendas que me ofereceram de que mais gostei, foi um livro de uma brilhante colecção de livros de viagens editada pela Tintas da China. Os livros de capa dura, têm uma côr apelativa, há vários tons de verde, azul, etc e os títulos e as imagens são a preto. O que me ofereceram é em vermelho e foi escrito por um homem que já não está fisicamente entre nós, mas que muito admiro: Tizzaini Terzani.

Sou sincera. Fiquei a conhecer o autor com a oferta do livro. Mea culpa, Mea culpa...
Mal comecei a ler as primeiras páginas do livro, fiquei logo cativada e fui de imediato em busca de informação sobre o escritor, tendo mesmo encontrado uma página de facebook que logo adicionei.
Nasceu perto de Florença, no seio de uma familia muito pobre na decada de 30, do século passado, e tornou-se depois de outras profissões com as quais não se identificou, jornalista ao serviço de vários jornais, um deles o Der Spiegel, tendo sido como correspondente deste jornal alemão que terá ido viver para a Ásia, onde viveu durante dezenas de anos, tendo feito a cobertura da guerra do Vietname.

Disse-me um adivinho, conta as viagens que o autor fêz durante cerca de 1 ano pelo Continente Asiático sempre e unicamente por terra ou mar, quando resolveu levar a sério a previsão de um adivinho chinês de que sofrería um acidente aéreo em 1993.
Nessa altura vivia em Bangkok e apesar de ser correspondente da Ásia do Der Spiegel, o que naturalmente o obrigava a várias deslocações de avião, decidiu banir as viagens aéreas durante esse ano.
Continuou a viajar, mas de camioneta, de comboio, de barco...

Foi durantes estes meses que experimentou o verdadeiro prazer das viagens.

Normalmente sou daquelas leitoras rápidas, que despacha rapidamente um livro, mas quando gosto mesmo de um livro, não o consigo ler depressa demais...Tenho pena de chegar ao fim. Vou saboreando lentamente as palavras e frases.
Por vezes surge um apetite voraz de ler mais e mais, de devorar as páginas de tão interessantes que são. Mas consigo refrear esses desejos e volto à  leitura mais contida e então chego a passar um bom par de meses com o mesmo livro na mesinha de cabeceira.

Foi o que aconteceu com este. Foi, tal como as viagens que Terzani fez durante esse ano, uma viagem longa, lenta e muito agradável.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Perspectivas India 2011

McLeod Ganj

É aqui que vive o Dalai Lama e uma grande parte da comunidade Tibetana que fugiu da ocupação chinesa.
Virada para os Himalaias é um Óasis de frescura e de espiritualidade. É tambem um lugar muito turistico, a abarrotar de pequenos hoteis, restaurantes, pastelarias, agências de viagem, lojas de souvenirs...Mas ainda assim conserva a sua autenticidade. Cruzamo-nos constamente com os serenos monges e tambem com grupos de peregrinos que afluem aos templos enfeitados com as bandeirinhas de oração, onde vão acender velas ou queimar incenso, e rezar.
É daqueles sitios onde apetece acabar os dias....

Os monges tibetanos, sempre simpáticos e sorridentes:





A deusa hindu Kali, deusa da morte,  usando o seu colar de crânios à volta do pescoço. No entanto, não representa o mal. Quem a venera, pode ser recompensado com poderes paranormais e uma morte sem sofrimentos:




Mosteiro Budista, lugar de oração, tranquilidade e meditação:



Os indianos têm um fascinio em tirar fotografias ao lado dos estrangeiros:



Um pequeno Vendedor de doces num autocarro que faz a ligação entre as aldeias e vilas:


Templo Dourado em Amritsar

 






Amritsar

E eis que a meio de uma greve de condutores de rickshaws, os manifestantes resolveram pousar para uma fotografia:




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

India 2011 - Rajastão e Himachal Pradesh


Jodhpur

É a segunda maior cidade do Rajastão, a seguir a Jaipur. É a cidade azul, às portas do deserto Thar.
A cidade está no sopé do imponente Forte Mehrangath e a vista daqui é sobre uma mancha compacta de casinhas pintadas de azul, de tão compacto, que mal se distinguem as ruas e os becos.

Jodhpur é daquelas cidades que mesmo com um mapa não se deve conseguir decifrar. O melhor é mesmo deambular pelas ruas, algumas verdadeiro caos de trânsito de carros, rickswahs, bicicletas, motas, pessoas, vacas...Outras ruelas e becos mais para o interior, e mais afastados das vias comerciais e principais são mais tranquilos, e descobrimos casas com fachadas admiráveis.
O mais fantástico em Jodhpur é mesmo o viajante perder-se literalmente. Nada de mapas, guias, papeladas...Lá em cima temos sempre o Forte que nos guia e quanto mais nos entranhamos pelas artérias estreitas e labirinticas, mais o passeio se torna compensador. Irmos, sem pressas e sem relógio!



Foi por estas ruelas e becos que nos perdemos durante um bom par de horas. O labirinto da cidade azul, onde um mapa não faz falta nem sentido...



A vista do terraço do hotel onde ficámos era assim:




Na estação de comboios de Jodhpur, compram-se os bilhetes e espera-se e espera-se, muitas vezes longas horas.




O comboio é o nosso meio de transporte favorito. E na India, dona da maior rede ferroviária do mundo,
podemos usar e abusar.

Pergunto-me como será viajar pela India num programa organizado, nas confortáveis camionetas dos Operadores Turisticos, e sem experimentar os comboios nas suas mais variadas classes, de hard seats e soft seats,  de cabines com 4 camas ou com 6 camas, nas carruagens com ar condiconado ou apenas com ventoínha? Quase que me atrevo a dizer: não se foi verdadeiramente à India...

A paisagem desértica do Rajastão, vista da janela de um comboio:




Shimla

Viajámos tambem até ao Estado de Himachal Pradesh, situado no Nordeste da Indía, onde Shimla é a capital
Shimla é uma cidadezinha no meio das montanhas, da cadeia dos Himalaias que pelo seu clima agradável e mais fresco era refugio dos colonizadores ingleses durante os infernais Verões quentes de Delhi.
Dotada de edificos bonitos, é tambem lugar de Universidades de renome e Instituições na área da investigação.

Forma longas horas de vaigem para chegar lá, mas a viagem já faz parte de todo o encanto de Shimla. A linha ferrovíaria que liga Kalka a Shimla é feita por um comboio a que por graça se chama de Toy train, e a viagem é simplemente divinal. Mais de 800 pontes, 103 tuneis num feito de engenharia notável, entre montanhas e vales luxuriantes. Não é por acaso que é património Mundial da Unesco.













Rewalsar

A viagem pelo Estado de Himachal Pradesh revelou-se surpreendemente bonita. Rodeados pelos Himalaias, a estrada segue sinuosa por entre aldeias com os seus pequenos templos perfumados de insenso e decorados com pétalas de flores. Passam por nós à beira da estrada, mulheres de trajes coloridos, carregadas com enormes cestos às costas. É incrivel como as mulheres trabalham por aqui. É muito comum vermos muitas delas, de corpos franzinos a carregarem pedras pesadas nas obras.
Nesta viagem, alugámos um carro com motorista em Shimla por três dias. Esta mesma viagem acabou em Rewalsar, num lugar sagrado à beira de um lago com jardins frondosos. Lugar de culto para Hindus, Budistas e Sikhs, e daí ser um lugar tão especial.
Misturam-se templos com divindades hindus com estátuas de Budas. Cruzam-se connosco Sadhus co  longas barbas e descalços com monges tibetanos com o seu habitual ar sereno que circundam o lago enquanto desfiam os rosários nas mãos.
A imagem gigante e dourada de Padmasambhava, tambem conhecido por Guru Rinpoche, ou o segundo Buda, parece sorrir dos seus 37,5 m de altura.







quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

INDIA - Templo Dourado em Amritsar


Templo Dourado

O templo dourado é dos lugares mais magnificos da India.
Situado no Norte,na cidade de Amritsar, muito proximo da fronteira com o Paquistão, na região do Punjab é o lugar de culto mais importante da religião Sikh.

O sikhismo coloca ênfase em nove deveres, descritos como os Três Pilares do sikhismo:
  • Manter Deus presente na mente em todos os momentos ;
  • Alcançar o sustento através da prática de trabalho honesto;
  • Partilhar os frutos do trabalho com aqueles que necessitam.

Para alem de todo o dourado precioso e brilhante que o envolve, é tambem um lugar de espiritualidade unico. É um lugar "vivo" de peregrinação, oração e meditação e a qualquer hora do dia e da noite.
Milhares de peregrinos, mulheres nos seus saris e os homens com os tipicos turbantes na cabeça rezam, convivem e tomam banho no lago para se purificarem.
Sentam-se no chão de mármore onde tambem comem e muitas vezes dormem durante a noite ao relento.
O enorme refeitório serve pequenos-almoços generosos e refeições de arroz e caril em pratos de plástico.






 







segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Incredible India



Tivemos a sorte de viajar até à India 3 vezes. É o meu País favorito, e gosto de sempre lá voltar. Regressaria lá novamente de bom grado muitas e muitas vezes. Até diria mais: sou viciada nesse País, e das vezes que lá fui , poucos dias depois de cá estar, já me apetecia voltar para lá. Agora, explicar o motivo ou motivos desse vicio é algo perturbador, porque o País tem muita coisa que na realidade até me desagrada: miséria, poluição, confusão, sujidade...e são coisas,  sobretudo a miséria, que não podemos nem devemos ignorar.  Não devemos fingir que não existem, virar a cara e simplesmente continuar o caminho, porque ela vai continuar a estar ali naquele beco ou naquela esquina.
Por isso valorizamos o dormirmos nos hoteis familiares, comer nos Restaurantes que os Guias turisticos não conhecem, ou até nas banquinhas de rua, usar o rikshaw ou o taxi, comprar na mercearia  ou nas lojas pequenas, pois assim de alguma forma ajudamos as economias locais e as familias que nada ganham com o turismo de massas que insiste em ficar alojado nas cadeias  de hoteis internacionais e comer sempre nos Restaurantes e comprar nas lojas onde os Guias os levam.

Partilhamos um vídeo de pequenos instantes da nossa viagem de 2011 e partilhamos mais fotografias na nossa página da India....

Incredible India


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Alojamento - Parte III




E porque as dormidas e os alojamentos, quer sejam bons ou maus, fazem parte das viagens, são sempre parte integrante do nosso album de fotografias e das nossas memórias.
Muitas vezes são lugares onde conhecemos outros viajantes com quem trocamos experiências, emails e contactos, e tambem a partilha de algumas horas com os locais, pois como são sitios mais pequenos e familiares, esse convivio acaba por ser muito mais natural do que num hotel grande e frio.

Dão-nos tambem pequenas lições de vida, no sentido de valorizarmos mais o que temos: o conforto da nossa casa, a limpeza da nossa cama e o quanto  que cada gota de água que cai de um chuveiro vale ouro. Olhamos para o que temos e chegamos à conclusão de que as nossas queixas e insatisfações no dia-a-dia são desnecessárias e até futeis, porque o que temos já é muito.

O bom e o mau são efectivamente conceitos algo relativos.
Lembro-me sempre de  duas jovens norte americanas que conhecemos em Ouzod, no Sul de Marrocos  num Café. Aproveitámos para nos queixarmos das fracas condições do hotel onde estávamos alojados e elas que estavam noutro hotel elogiaram o sítio onde estavam, e nós fômos dar uma vista de olhos olhos, a pensar numa mudança para a noite seguinte, mas o lugar era tão mau como o nosso.
As jovens tinham vindo por terra desde a Mauritânia onde tinham feito voluntariado durante três meses a dormir no chão e sabe-se lá em que condições...Chegámos à conclusão de aquele pequeno e básico hotel marroquino devia ser quase  um luxo para quem dormiu  num sitio remoto da Mauritânia!
Elas próprias exclamaram: "Até que enfim que chegámos à civilização!".

A nossa cama, em viagem, pode ser a de um hostal, um hotel, uma casa familiar, uma tenda, ou até o banco de uma camioneta ou de um comboio e ao fim de dias e semanas na estrada sabe bem voltar à nossa casa e à nossa cama, para passados uns dias começarmos já a pensar e a sonhar com a proxima viagem!

 

Com vista para uma praia Albanesa

Com esta localização mesmo em cima da praia e vista frontal para o mar, a simplicidade do quarto do Hotel passou para segundo plano. Dhermi é uma estância balnear no Sul da Albânia. As areias são brancas e macias, infelizmente nem sempre muito limpas e as águas são cálidas e transparentes.
Não se via quase ninguem e a maior parte dos hoteis estava fechado e alguns até pareciam
abandonados. A escolha não era muito grande.Tínhamos um quarto simples, mas grande e limpo com acesso directo à praia.





Quarto com vista para o lago Ohrid



Quarto com vista para o lago e montanhas foi o que tivemos em Ohrid, na Macedónia. Há muitas opções em Ohrid, algumas bastante económicas. Palmilhámos as ruas empedradas da zona antiga da cidade  drante bastante tempo sem nos conseguirmos decidir onde ficar. Houve até um casal que nos abordou e insistiu em mostrar os quartos que alugavam na sua moradia e por apenas 15 € a noite, mas a verdade é que a casa ficava no alto da cidade e eu tinha mesmo muita vontade em ficar junto ao lago, de preferência num sítio com vista, e tambem porque é possível tomar banho nas águas completamente transparentes do lago e alguns dos pequenos hoteis e alojamentos particulares  têm acesso directo ao mesmo.
Por 25 € ficámos num desses hoteizinhos em cima do lago num quarto nas águas furtadas com uma varanda agradável com uma vista impressionante, e ao lado de uma pequena praia de seixos onde podíamos nadar.
Tomávamos o pequeno-almoço na varanda, e observávamos uma familia de gansos que deslizava tranquilamente pelas águas profundas do lago e outras aves, que excitadas pelo Sol matinal executavam verdadeiros bailados no céu.
" Vida dura...", pensávamos sorrindo.



O privilégio de dormir em Santorini

Visitar Santorini em Outubro tem imensas vantagens. Uma delas é a possibilidade de facilmente conseguirmos arranjar um bom negócio em termos de alojamento, o que nesta ilha em época alta é de todo impossível, pois os preços são altissimos e muitos sitios simplesmente esgotam.

Mal saímos da camioneta que nos traz do cais de embarque dos ferries, um homenzito aborda-nos e convence-nos a irmos ver os quartos que tem para alugar na sua pequena pensão familiar. Perto do centro de Thira, onde tudo acontece, acordamos ficar por 3 noites por um preço total de 50 €, num quarto simples e limpo com varanda e ainda uma pequena piscina onde sabe muito bem acabar estes dias solarengos de inicios de Outubro. Em época alta, nos meses de Verão, sería impossivel encontrarmos estes preços.
Estamos bem localizados, a pouco mais de 5 minutos a pé do centro de Thira, o quarto é limpo e ainda temos piscina...e estamos no Paraíso de Santorini...Não precisamos de mais nada!




O prémio do Club Med

Embora os Resorts do Tudo Incluído não façam parte da nossa  lista de opções de alojamento, até porque não são para os nossas bolsos e preferimos gastar o dinheiro noutras coisas, pois entre ficar uma semana num resort ou viajar por 3 semanas ficando para isso em locais mais singelos, é claro que preferimos a segunda opção, mas tendo ganho um prémio de 7 noites num Club Med em Marrocos, resolvemos aproveitá-lo e depois prolongar por mais uns dias a viagem e conhecer outros lugares em Marrocos.
Nesta nossa 2ª viagem a Marrocos, dividimos o prémio por 4 noites no Club Med em Agadir e 3 noites no Club Med Le Palmeraie em Marraqueche.
Apesar de tudo, estes Reorts franceses do Club Med têm alguma preocupação pelo meio onde estão inseridos e apostam numa construção mais na horizontal do que vertical, à base de pequenas moradias que não ultrapassam o 2º piso, e com zonas ajardinadas e respeitando a arquitectura local, pelo menos estes em Marrocos.

A enorme piscina do Club Med Palmeraie em Marrkech

Muita comida, muitas bebidas, muita animação, agradáveis piscinas, quartos confortáveis....
O Club Med em Agadir fica mesmo em cima da praia, mas o de Marraqueche fica longe do centro da cidade, mas disponibilizam uma camioneta que de meia em meia hora assegura esse trajecto.
Mas em Marraqueche vale a pena ficar alojado mesmo no cnetro, na Praça Djema El Fnaa ou até mesmo num dos simpáticos Riads na confusa Medina. Se há um lugar atmosférico no mundo, um deles é sem duvida Marrakech!






Vida de mochileiro em Ouzod - Marrocos

Para contrastar com o prémio ganho no Club Med, eis o hostal muito simples onde ficámos nas cascatas de Ouzoud a Sul de Marrakech.
A pequena cidade não tem quase oferta nenhuma. Contámos 3 alojamentos enquanto procurámos, e é dificil escolher qual o pior...
E nem é por uma questão de preços. São todos económicos e o mais barato ainda consegue ser o menos intragável...
Os duches no corredor do hotel e a pagar...
Há que dizê-lo: o quarto é grande. Há uma cama de casal encostada à parede e uma de solteiro no lado oposto. Os lençóis estão sujos. Chamamos o empregado. Ele encolhe os ombros, entra no quarto ao lado e tira os lençois da cama desse quarto e muda a nossa cama. Estes lençois não estão mais limpos. Agora quem encolhe os ombros sou eu. Nesta altura tinha dado jeito o meu lençol "milagreiro" que é todo fechado e nos metemos lá dentro como num saco cama, mas infelizmente não o levei comigo...Resta-me deitar toda vestida, meias e tudo.
Como estamos no ultimo dia do Ramadão, durante a noite a musica alegre e tradicional marroquina que se ouve lá de fora até às tantas, até faz esquecer a precariedade do lugar. In Shalla... 



O Tin Tin Syrio

Um dos sitios mais decrépitos que nos calhou foi em Lattakia, cidade portuária à beira mar,na Syria.
Mais uma vez, nesta grande cidade as opções de alojamento não são muitas. Há os grandes hoteis, caros e inadequados para quem viaja de mochila às costas, e na classe económica o pouco existente parece ruim. Há muitos sitios que têm até verdadeiras zonas para viajantes independentes com hoteis e hostais lado a lado onde tudo se concentra e é fácil saír de um para o outro enquanto estamos a procurar, mas não é o caso de Lattakia. Cidade grande, industrial, com muitos prédios, trânsito e incaracteristica onde ficamos apenas uma noite e que serviu de base para visitarmos as atracções nas redondezas.
No Lonely Planet,as referências ao hostal do "Tin Tin", porque o seu simpático proprietário é um verdadeiro apaixonado pela figura da banda desenhada e depressa comprovamos quando lá chegamos, tem referências positivas.
À medida que vamos subindo as escadas, vamos admirando as colagens e quadros todos alusivos ao Tin Tin, e tento não reparar numa ou noutra barata que se afastam a correr nos degraus.
No Lonely Planet as referências eram positivas, mas não sabemos como. Só mesmo o simpático proprietário e os objectos e pinturas alusivas ao Tin Tin salvam o lugar!



Old Damascus

Na Syria faltam infelizmente muito daqueles lugares económicos, limpos e simpáticos prõprios para mochileiros. Um dos hoteis muito bem referenciados pela Lonely Planet em Damascus, talvez mesmo o mais bem referenciado, e daí esgotar rápidamente, tambem não tinha infelizmente vaga para nós. Tentámos marcar por telefone durante a viagem e quando chegámos a Damascus, fomos até lá na esperança de ter havido uma desistência. Não vimos os quartos, mas a Recepção e o atraente pátio com mesas e cadeiras em ferro fundido, e repleto de plantas conquistaram-nos de imediato, mas tal como prevíamos, estava completo.
Logo ao lado num beco um pouco escuro, encontrámos um hostel económico inde acabámos por ficar.
Não tão atmosférico como o anterior, mas tambem com um pátio agradável e situado num edificio antigo com portadas e tectos em madeira.


Os dormitórios vistos da janela do corredor onde ficava o nosso quarto, no edificio principal.
Um simples anexo coberto por uma tela de lona, para os mochileiros que viajam sózinhos ou que querem mesmo poupar, já que as camas custavam menos do que 5 €.




O nosso quarto dava para este simpático corredor.







A dormida na cidade das noras - Homs

O nosso quarto, simples mas imaculadamente limpo e muito bem localizado no centro de Homs, na Syria.

 






Em casa de uma familia Libanesa

Em Bcharee, num lugar deslumbrante chamado Vale do Kadisha, aka Vale Sagrado, dormimos no Tiger house, mais uma pensão familiar do que outra coisa. O casal de donos vive aqui e partilhamos a casa com eles e os seus familiares. Uns colcões muito confortáveis sobre o chão alcatifado foram a nossa cama durante um par de noites. A empregada interna e etíope da casa confeccionava ainda refeições deliciosas e muito económicas que à noite comíamos no pátio exterior entre outros viajantes e a própria famila da casa.









Vista para Istanbul

Em Istanbul oferta não falta. É obrigatório ficar num sítio que tenha vista para o Mar Marmara e o casario disposto de forma irregular pela colina. Debaixo de um tecto de videiras e iluminados por um sol Outonal, tomávamos o pequeno-almoço no terrraço panorâmcico deste hostal situado em Sulthanamet, o centro antigo da cidade.