Mostrar mensagens com a etiqueta nepal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta nepal. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

As Crianças



E, agora é a vez das crianças. Sempre que viajamos, há sempre crianças que naturalmente se cruzam no nosso caminho. Muitas vezes vêm-nos cumprimentar e perguntam-nos o nome e de onde somos; algumas chegam a acompanhar-nos por um bom pedaço no nosso caminho ao nosso lado; outras apenas nos acenam meio envergonhadas e há muitas que querem mesmo é pousar para a fotografia e depois ver a sua imagem reflectida no ecran e isso sim, provoca sempre muitas risadas e expressões deliciosas.

Das nossas viagens fazem sem duvida parte estes sorrisos e expressões. As nossas viagens são tambem estes sorrisos e expressões. E é tambem devido a estes instantes e momentos que as viagens são tão preciosas e memoráveis, e por isso me considero tão rica.

Eis então as estrelas destes momentos:




Na ilha Elefantina, em Assuão, no Egipto






No Parque Cuyabeno, em plena floresta amazónica, no Equador




Em Cuenca, no Equador




Perto de Homs, na Syria.





Aldeia perto de Sighisoara, na Roménia





Em Ksamili, no Sul da Albânia



Em Jaipur, na Indía



Em Jaipur, na Indía




Em Jodhphur, na Indía





Estação de comboios na India




Estação de comboios na India





Pequeno vendedor em Shimla, na India






No templo dourado em Amritsar, na India






Em Varanasi, na India






Em Tansen, no Nepal  -  a minha favorita







Perto de Tansen, no Nepal.






Santuário de Annapurna, nos Himalaias Nepaleses






Santuário de Annapurna, Himalaias Nepaleses






Santuário de Annapurna, nos Himalaias Nepaleses







Kathmandu, no Nepal








Em Kathmandu, no Nepal

 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

De que rostos é feito o Mundo


Quando escrevo sobre a India, há sempre uma emoção forte aliada e quase que os meus dedos tremem sobre o teclado, porque me faltam sempre adjectivos para qualificar o meu sentimento. É o meu País favorito. É o País de que mais gosto. É, para mim, o País mais fascinante dos trinta e tal que conheço. Sei lá. É viciante. Tenho sempre vontade de lá voltar.
 E detesto aquela miséria, aquela confusão de gente que há por todos os lados, aquela falta de privacidade, do barulho e do caos. Não gosto, como qualquer outro ser humano, chocar com mendigos pobres e leprosos cujos olhos quase que perfuram os nossos de tão intenso que é o seu mendigar. Não gosto, porque dói, porque não tenho culpa de que existam e de repente parece que me sinto responsável, porque estou aqui alegremente a passear, mesmo que seja à "pé rapado", como se costuma dizer, de mochila às costas, mas não me falta o pão e lá em casa tenho o conforto de um lar, e agora estou eu aqui a passar neste passeio, mesmo que seja de chinelo enfiado no pé e aqui ao meu lado, uma fila constituida por mendigos sujos, envoltos em trapos, de olhares famintos estendem-me as mãos e depois unem os dedos magros e encostam-nos aos lábios. Alguns são deficientes. Alguns são muito velhos, ou talvez a miséria os faça parecer mais velhos. Alguns são crianças pequenas. E eu passo diante deles com os ombros carregados do peso da responsabilidade que absurdamente sinto e nada posso fazer!
Não é suposto incentivarmos a mendicidade e alem do mais muitas vezes é uma concentração tão grande de pedintes que se resolvermos ajudar um, todos os outros irão naturalmente exigir tambem a sua parte. E então como nada posso fazer, continuo o meu caminho, e tal como os outros  priviligiados como eu, desvio o olhar, e no meu caso,  impotente e frustrada.
Não gosto das ruas sujas, e o esgoto a céu aberto. Adoro as vacas, e aprecio o facto de não serem mortas, mas não gosto de estar constatemente a pisar as fezes que vão deixando ao longo do dia por todos os lados, sem qualquer pudor. Mas o problema é meu, elas afinal estão no País delas.
A Indía é o meu País favorito.
Adoro as côres dos saris e as jóias que adornam os pescoços, pés, narizes e orelhas da mulheres; adoro o cheiro a incenso; o cheiro a especiarias e a caril; adoro a musica e as danças, até mesmo aquelas dos filmes de Bolywood, que me delicio a ver à noite na televisão do quarto do hostel; adoro os monumentos e Palácios, ricos e ostensivos; adoro os templos hindus, sikhs, budistas, jainistas...; fascinam-me as imagens dos deuses hindus, desde a perversidade da deusa Kali ao ar ingénuo do deus Ganesh; adoro a comida indiana, desde a masala dosa ao sag paneer; adoro a espiritualidade da India...





Em Shimla, no Norte da India





Em Jaipur, hora do descanso



Comboio a caminho de Shimla

Temos tambem o Nepal.  E aqui o meu coração tambem vacila, porque o Nepal tembem é o meu País favorito. Mas é natural. É logo ali ao lado, e não é assim tão diferente. Bom, talvez haja mais tranquilidade e sossego, sobretudo fora de Kathmandu. A miséria tambem não é tão visivel e chocante como na India. O sistema das castas não está tão enraizado no Nepal como na India, e acaba por tornar os Nepaleses mais tolerantes e mais abertos. Tambem não existe tanto a ideia das familias numerosas como na India. No Nepal, os casais têm normalmente dois filhos, pelo que falamos de uma população muito menos numerosa do que na India.
Em Tansen, uma vila aninhada nas montanhas, a Sul de Kathmandu, conhecemos uma viajante inglesa, daquelas com um ar de hippie moderna, que tinha acabado de chegar ali na mesma camioneta que nós, de Varanasi, e depois de uma viagem de vários meses pela India, e quando lhe perguntamos se estava a gostar de Tansen, respondeu: " Se estou a gostar? Viajei durante seis meses pela India e de repente resolvi vir até ao Nepal.Se eu soubesse que isto era assim, já tinha vindo há mais tempo!"
E quando disse "isto" olhou em volta. O "isto" significava a tranquilidade daquele lugar simples, de ar fresco, bafejado pela proximidade das montanhas, de casinhas com varandas em ferro forjado, de ruas estreitas e empedradas, por onde passavam agricultores a regressar da faina, mulheres com cestos nas cabeças, grupos de crianças metidas em uniformes escolares, sorridentes a gritar "Namaste", que nos olhavam com curiosidade mas sem pretensões de interferir no nosso espaço.
Eu própria, quando descia e subia as ruas de Tansen, e se desse conta de alquem a caminhar logo atrás de mim, pensava logo: " pronto, o que me vão vender agora? Que esquema maluco vão propôr-me agora?"
Mas não, ninguem nos queria vender nada, nem propor nada. Quando muito, cumprimentavam-nos sorridentes  ou olhavam-nos com curiosidade e por vezes nem isso. Não havia homens a perseguir-nos durante minutos a fio, num verdadeiro massacre, a querer vender-nos viagens de rickshaws, calças de ganga, óculos de Sol, passeios pela cidade, postais, pulseiras, droga...e até as próprias mães se preciso fôsse, ehehehe, como acontece em Varanasi.


Numa aldeia, nos arredores da vila de Tansen, no Nepal





Agricultores numa aldeia no Santuário de Annapurna, nos Himalaias





Nos Himalaias  Nepaleses



Em Pokhara, num templo situado numa pequena ilha no meio do lago



Monges Budistas no Templo Bodnath em Kathmandu


domingo, 2 de dezembro de 2012

Alojamento - Parte II

Recordamos e partilhamos mais umas fotografias de alguns dos sitios onde pernoitámos nas nossas viagens.
Sejam bons e simpáticos ou horríveis e decrépitos, gostamos sempre de tirar uma fotografia para nos recordarmos destes instantes que fazem parte das viagens.

Paharganj - A atmosfera de Delhi na Indía

Este é o Hotel Ajanta, em Delhi. Está situado na zona de Paharganj, meca dos mochileiros, pela sua atmosfera muito própria, onde as ruas esburacadas são elas próprias um enorme bazaar durante o dia, e onde não faltam os cafés, restaurantes simpáticos e os hoteizinhos económicos. Fica perto da estação o que dá imenso jeito e de rickshaw facilmente acedemos aos monumentos da cidade.
Hotel Ajanta em Delhi



Reservámos o quarto pela internet a partir de Lisboa e por cerca de 25 € a noite tivemos ainda direito ao transfer, o que em Delhi é mesmo uma grande vantagem, pois o aeroporto ainda fica distante da cidade. Não é nenhum luxo, longe disso, mas é limpo e tem uma casa de banho moderna e podíamos ter pedido para trocar o quarto que não tinha janelas por outro com, mas o não ter janelas em Delhi, e em Paharganj até pode ser uma mais valia, pois passámos uma noite tranquila e silenciosa, longe dos barulhos das buzinas, automóveis, etc que desde madrugada até tarde na noite se fazem aqui sentir.
O lema da Indía é "Please horn!".












No Nepal num quarto com vista para um lago imaginário

Entre Pokhara e Kathmandu existe uma vila que se chama Tansen, encaixada nas montanhas  e passámos aqui um par de dias. Ficámos no Hotel Lago Branco e o nome diz tudo. Eis a vista da varanda do nosso quarto! Chama-se lago branco porque de manhã cedo um manto de nuvens translucidas paira sobre o Vale e assemelha-se a um lago. Da nossa varanda, aprecia mesmo que estávamos a avistar um imenso lago lá em baixo no fundo do Vale.

Vista da varanda do nosso quarto




Dormir nos Himalias

O trekking do poon Hill no Nepal, em pleno Santuário do Annapurna, nos Himalias foi até agora o nosso trekking favorito. Para quem costa de caminhas e de montanha, é obrigatório ir até lá. O nosso percusro de 3 dias levou-nos por paisagens de cortar a respiração por entre montanhas gigantes com picos brancos, vales verdes e luxuriantes, pontes suspensas e vertiginosas sobre rios tumultuosos e frescos e muitos e muitos degraus de pedra íngremes e suados por entre pequenas aldeias de casinhas azuis onde se vive da aqgricultura, mas sobretudo do turismo. Muitas das casinhas foram convertidas em alojamentos para os caminhantes pernoitarem e na maior parte das vezes este alojamento é gratuito e em troca do pagamneto de todas as refeiçoes no pequeno restaurante da própria pensão.
Os quartos são simples e muitas vezes não têm casa de banho privativa mas as vistas são inesqueciveis. Rodeados pelos Himalias, e por um silêncio mágico, qualquer sitio simples e básico se torma num luxo, porque a paisagem é mesmo unica.
O quarto da fotografia foi o da nossa primeira noite do trekking numa aldeia no cimo da montanha íngreme, de caminhos em pedra estreitos onde nos cruzamos com outros caminhantes e aldeões carregados com as cestas de vime às costas ou conduzinho rebanhos de ovelhas ou cavalos e mulas, e que se chama Ulgeri.
O rapazinho, filho dos donos, com uma acentuada corcunda e de sorriso simpático, mostrou-nos o pequeno quarto com a casa de banho comum no corredor. Só pagámos as refeições, o jantar e o pequeno-almoço, e a dormida foi de graça.




Um apartamento em Budapeste

Para Budapeste, reservámos o hostal pela internet de Lisboa. Mas quando chegámos, havia overbooking. A solução alternativa que nos arranjaram, agradou-nos bastante. No edificio ao lado, facultaram-nos um pequeno apartamento com soalho em madeira, uma pequena sala de estar e uma kitchenette onde pudemos confeccionar pequenas refeições. Limpo, económico e bem localizado...preencheu por completo os nossos requisitos e acba´mos por ficar bem melhor instalados, com mais espaço e privacidade do que no singelo hostal.




 

Um pátio com candeeiros de papel na China

Outro dos nossos sitios favoritos foi Lijiang, na China, a cerca de 80km do Tibete. É uma pequena cidade, com casinhas em madeira com lampiões vermelhos de papel pendurados nos tectos sobre ruelas separadas por estreitos canais de água que se atravessam por pontes em madeira ou de pedra. À noite, os candeeiros iluminam-se e parece uma "cidade Natal". As esplanadas dos restaurantes e bares enchem-se de gente, maioritáriamente turistas e ouve-se musica tradicional por todos os lados. Alguns chineses juntam-se em grandes rodas e dançam graciosamente no meio das praças.
Pátio simpático do nosos hotel

Reservámos o hotel por telefone em Xian, pois as referências eram boas, mas acontece que chegámos de noite e procurámos por cerca de 1 hora pelas confusas ruelas labrinticas repletas de hoteis e pensões e foi impossível encontrar o hotel. Exaustos depois da longa viagem de camioneta, optámos por ficar numa velha pousada de juventude por aquela noite. No dia seguinte, mais revigorados, e de mochilas às costas quaisemos procurar um lugar melhor e de facto a luz do dia ajuda neste tipo de coisas. Encontrámos um hotelzinho junto a uma das românticas pontes, todo em madeira e à volta de um simpático pátio interior e nem hesitámos em aqui ficar. Curiosamente, quando instalámos as mochilas no aconchegante quarto, verificámos que afinal o hotel era o que inicialmente tínhamos reservado por telefone e ainda ficou um pouco mais barato! It´s China!




Pushkar com vista para a montanha e os templos ( Indía )

Outro quarto pequeno e simples mas com uma vista espectacular, foi o que tivemos em Pushkar, uma das cidade sagradas indianas no Rajastão.
A cidade com o casario em tons pastel e dourado está à volta de um idilico lago, que segundo os Hindus, foi formado pelas lágrimas do deus Shiva após a morte da sua esposa, Sati.
É tambem onde existe um dos poucos templos no mundo, dedicado ao deus Brahma, o deus da criação.

Vista do quarto em Pushkar

A agradável ventoinha no tecto para fazer frente aos 40 graus de temperatura, algumas pinturas coloridas a emitar um Haveli, casa tipica desta região e a vista da pequena varandinha fizeram deste quarto a solução económica e perfeita que procuramos.



























Uma solução milagrosa em Las Veras na extremadura Espanhola

Fomos de carro por alturas de um Carnaval até à Extremadura espanhola. Na zona de Las Veras, atravessámos aldeias, vilas e serras e já anoitecia e não conseguíamos encontrar um unico alojamento.
A hipótese de passar a noite no carro com temperaturas quase negativas não nos agradava.
Chegámos a mais uma pequena vila e à beira da estrada um restaurante com um pequeno hotel no piso de cima, cujo propreitário era o mesmo, deu-nos as ultimas esperanças, mas infelizmente tambem estava cheio! O proprietário propôs-nos uma soluçao. Tem um apartamento ali mesmo na rua que está vazio e pode alugar-nos. Nem hesitámos. O apartamento com escassa mobilia, mas ainda com uma cama, pequena cozinha e casa de banho, estava gélido quando entrámos, mas tinha aquecimento.
Como tudo é tão relativo. A simplicidade do apartamento adquiriu naquela noite as mordomias de um bom hotel, comparado com a hipótese de pernoitar no carro com o frio que fazia naquela noite.



Turismo Rural na Serra da Estrela

Ficámos muito bem instalados nas casas do Cruzeiro, no Sabugueiro, perto da Serra da Estrela.
Somos grandes adeptos do turismo rural, e em Portugal temos uma qualidade invejável de opções simpáticas, umas mais caras que outras, mas as casas do Cruzeiro não são caras, e podemos confeccionar as refeições e poupar nos Restaurantes.
 Uma casinha em pedra só para nós, onde na mesma sala temos a cama, a pequena kitchenette com mesa e cadeiras e a agradável lareira, numa aldeia que parece perdida no tempo e perto da Serra, da neve, para onde fômos esquiar.
Quando chegávamos à noite depois de um dia de ski, jantávamos junto do calor da lareira.






sábado, 1 de dezembro de 2012

Alojamento - Parte I


Onde Dormir - Eis a questão...

Para nós, o alojamento não é muito importante. Normalmente procuramos um sítio económico. Priviligiamos a localização e a limpeza. Às vezes temos sorte, outras vezes não...
Reservamos sempre o primeiro sítio onde vamos ficar. Chegar a um local depois de uma longa viagem de avião, baralhados com o fuso horário, de mochila às costas e ainda ter que procurar um sítio para dormir, não nos parece boa ideia.
E assim, o 1º sitio já está reservado, e inclusivamente existem muitos hoteis e hostais que ofercem o transfer o que acaba por ser ainda melhor!
O Lonely Planet é uma preciosa ajuda, complementado com buscas na internet, no site da hostelworld e outras pesquisas. Assim, a primeira ou primeiras noites ficam reservadas, e repito, temso sempre o cuidado de saber como é com o transfer. Muitas vezes está já incluído no preço, o que é muito cómodo e tambem fica naturalmente mais económico. Em Delhi, Cairo, Bangkok, Cidade do Cabo, etc tivemos essa sorte.

A partir daqui, é mesmo à aventura!Muitas vezes vamos reservando o alojamemto durante a viagem, por telefone, por exemplo, com o auxilio do Lonely Planet, ou às vezes até em conversa com outros viajantes que vamos encontrando pelo caminho em que as trocas de experiências são sempre positivas.
Mas o que efectivamente acontece muitas das vezes tambem, é chegarmos a um sítio e termos que batalhar! De mochila às costas, tentamos arranjar o sitio mais económico e adequado para dormirmos. Muitas vezes, batemos de porta em porta sem grande sucesso e estas buscas por vezes chegam a demorar uns largos e largos minutos. Mas faz parte da viagem e afinal da aventura.
Por isso, é que a dada altura resolvemos levar connosco sempre um lençol "milagreiro" que estendemos nas camas cujos lençois infelizmente nem sempre obedecem ao mínimo das limpezas. É que por vezes não temos mesmo alternativa!


Hotel Paradise - O Paraíso aqui não existe...

O alojamento mais decrépito e mais horrendo onde ficámos e acordámos de imediato nesta escolha, foi curiosamente um hotel com o nome de "Paradise", situado na fronteira da Indía com o Nepal, mas já do lado do Nepal.
Tínhamos comprado uma espécie de pacote em Varanasi que incluía a viagem de autocarro atè à fronteira da India com o Nepal, o alojamento no tal hotel Paradise, já do lado da fronetira do Nepal e finalmente mais uma viagem de camioneta até Pokhara. O preço muito convidativo fêz-nos logo suspeitar que as condições do alojamento não podiam ser grande coisa, mas excedeu as expectativas...

Chegamos depois de uma longa viagem de quase um dia numa camioneta velha e poeirenta, à fronteira Nepalesa, já de noite, e devido a mais uma falha de energia, fomos atendidos pelos funcionários numa fronteira escura como bréu à luz de velas.

Hotel Paradise, na fronteira Nepalesa
 Depois de preenchermos os papeis, de nos carimbarem os passaportes e pagarmos o Visto, fomos conduzidos por um homem pelas ruas escuras, passando pelos barracões da fronteira até chegarmos à moradia do Hotel Paradise, com o restaurante no rés do chão e os quartos ao longo de um corredor virado para a estrada, situados no andar de cima, depois de subirmos umas escadas tambem às escuras, alumiadas pela lanterna do homem.

Uma cama grande com lençois duvidosos ocupava o centro do quarto, alumiada por um candeeiro dourado de aluminio onde uma pobre de uma osga acabou os seus dias colada à lâmpada...
Uma porta entre paredes esfoladas e cobertas de manchas, dá acesso a uma casa de banho lugubre e só mesmo o suor acumulado ao longo da viagem nos convenceu a pôr-nos debaixo do chuveiro...mas pouco adiantou...com apenas 3 furos de água a correr..
Pensámos: "Oh, it's Paradise!"

.
                                                                                          

Cazare, Cazare...É a palavra de Ordem na Roménia

Bucareste foi o nosso ultimo destino na Roménia, numa viagem que começou na Hungria, em Budapeste.
Não havia grandes opções em termos de alojamento para mochileiros no centro da cidade. Optámos por saír um pouco do centro. na Roménia é muito comum o "cazare", o alojamento em casas particulares, e muitas mulheres abordam os viajantes nas estaçoes de camioneta e comboio ou até nas ruas e propõem o "cazare". Uma mulher gordinha de cabelos curtos e sorriso rasgado veio finalmente ter connosco e por um preço de cerca de 25 € a noite, ofereceu-nos um quarto em sua casa que segundo ela, não era muito lomge dali.
Casa particular em Bucareste, na Roménia

Valeu a simpatia da anfitriã, que apesar de não falar inglês, provou que os sorrisos tambem podem fazer as pessoas entender-se. A casa, para a qual se acedia através de um portão e um pequeno pátio era bastante simples, bem como o quarto alcatifado que nos tinha para oferecer.







Chungking Mansions - Um caixote em Hong Kong

Chungking Mansions tambem é daqueles sitios que ficará para sempre na memória, e não pelos melhores motivos. É em HongKong. Aqui o alojamento é caro. Existe então a opção de ficar em Chungking Mansions, um arranha-céus gigantesco de corredores interiores e exteriores labirinticos onde existem pequenos hoteis ou pensões a preços mais acessíveis.
ChungKing Mansions

No elevador cruzamo-nos com africanas de vestes coloridas, homens chineses de negócios de pastinhas nas mãos ou indianos sikhs com os turbantes nas cabeleiras negras, pois para alem dos hoteis e pensões, muitos emigrantes vivem aqui nestes apartamentos.
Há muitos hoteis por onde escolher, o dificil é mesmo escolher o menos máu....
Acabámos por ficar num quarto aka caixote, sem janelas, com papel de parede e ainda partilhá-lo com dezenas de baratas pequenas que resolveram visitar-nos durante a noite e nem foram convidadas....
Valeu pela boa localização, no centro de Hong Kong, onde tudo acontece.


Dormir na Amazónia num Ecolodge

Na Amazónia, só podíamos dormir num sítio: num Ecolodge!
Reservámos um pacote na Magic Rivers Tour de 3 dias a partir de Portugal e para alem das dormidas num bungalow sem vidros nem portas, sem luz e sem água quente, o preço incluia todas as refeições, que por sinal eram deliciosas e os passeios de barco, a pesca da piranha, o passeio nocturno pela selva, etc etc conduzidas pela Katia, alemã e pelo Vitor, nascido e criado na Amazónia.
Para alem dos bungalows, uma cozinha simples anexada a um espaço com mesa com uma toalha de plástico, onde tomávamos todas as refeições, e que adquiraim uma especial magia à noite, à luz das velas e dos candeeiros a pétróleo, condimentadas pelas histórias de selva contadas numa voz quase sussurante do Victor.

De manhã tomávamos banho de água fria  ( e sabia bem com o calor! ) nos chuveiros comunitários tapados com cortinas de plástico e à noite deitávamo-nos nas camas envoltas por uma rede e a sinfornia dos barulhos dos animais vindos da selva ali mesmo ao lado, eram impressionantes.
Longe do mundo, separados da civilização por um bom par de horas de barco.















































domingo, 18 de novembro de 2012

E quando chega o mau tempo nas nossas Viagens



Nestes ultimos dois dias com este mau tempo de chuva e vento, e até com um tornado a atordoar algumas zonas do Algarve, não há nada melhor que acordar neste Sábado e debaixo do edredon observar a chuva e o vento a fustigarem a janela e a pensar em viagens.
Normalmente temos sorte com o tempo quando viajamos. Tambem temos algum cuidado em escolhe uma época adequada viajar para o país que pretendemos visitar, mas não gostamos de "épocas altas" e tentamos evitá-las para fugir às enchentes de turistas e tambem aos preços mais altos. Assim, procuramos partir um pouco antes dessa época alta começar ou então já mesmo no fim dela.
As próprias alterações climatéricas mundiais fazem com que as coisas tambem já não sejam tão rigorosas assim, mas os 2 períodos acima mencionados são os nossos favoritos e normalmente temos sorte, ainda apanhamos bom tempo e temos ao nosso dispôr preços mais baixos e que podem ser melhor negociados, sobretudo a nível de alojamneto.
No entanto, como é óbvio, algumas vezes apanhamos dias como estes que estamos a ter em Lisboa, de chuva, vento e frio...ou chuva e calor...
Pode ser aborrecido e estragar-nos os planos da viagem, mas resta encarar esses dias como parte integrante da viagem e até sabe bem a chuva tropical quente, que não temos em Portugal, ou um dia cinzento e frio num local onde não vivemos, num quarto de um hostal ou hotel para repousar dos dias de estrada, enquanto observamos os locais enfiados em casacões a correrem para os empregos. É um dia frio e chuvoso, mas é um dia diferente tambem, pois estamos num  lugar que não é o nosso  a viver mais uma aventura que perdurará na nossa memória.

Amazónia é daqueles lugares onde chove sempre muito e de uma maneira que não deixa ninguem indiferente. A repousar nas camas redes do eco-lodge onde ficámos alojados, em plena selva, resta-nos ver a ouvir as águas a caírem sem piedade dos céus. Chegam até nós sons agudos e graves, misteriosos, vindos das profundezas da selva. Os animais, aves, jacarés, cobras, onças, insectos, excitam-se com a chuvada e oferecem-nos cânticos inesquecíveis.

Já era Primavera quando fomos até à Serra de Gredos, em Espanha, mas a altitude máxima de mais de 2500 m permitiu que fizéssemos o nosso trekking ainda com neve. Não subimos até ao ponto máximo, o Pico Almançor, mas a caminhada árdua sobre os flocos fôfos da neve até ao lago de onde se avista o Pico, valeu a pena.
Não esperávamos ainda tante neve. O percurso começa íngreme a subir,mas ainda sem neve, mas à medida que entramos pelo parque adentro, a neve vai cobrindo todo o chão e um imenso tapete branco e macio passa a ser o chão que pisamos. As botas de trekking afundam-se na neve e dificulta a caminhada. Embora estivesse um dia de Sol, o vento glaciar corta o ar e faz gelar as orelhas e faces. Chegámos exaustos ao nosso destino, o vale com o lago e o albergue para os caminhantes pernoitarem, e de onde se avista o Pico de Almaçor, branco e íngreme. A neve, o frio,o Sol, o silêncio em perfeita comunhão com o desfiladeiro das montanhas.

                                           




Em Marrocos não chove muito. Chegámos a estar num local onde nos asseguraram que não chovia há 3 anos! Na nossa ultima viagem a Marrocos, numa aventura Outonal em pleno Outubro, Azilal, a sul de Marraqueche, aonde chegámos de camioneta, recebeu-nos com uma forte chuvada. As ruas da pequena Vila, depressa se toranaram lamacentas e poças de água brilhavam sôb o cizento do Céu.  Chegámos no fim do Ramadão, que coincide com festa, a festa de Eid al-Fitr e manda a tradição que se vistam roupas novas e se visite a familia. Mas ainda estamos nos ultimos dias do jejum do Ramadão e duarnte o dia não se vê quase ninguem e muitas lojas e cafés estao fechados. alguns abrindo ao fim do dia e outros nem isso.
Cove copiosamente quando chegamos. Não se vê quase ninguem nas ruas. Descobrimos um hotel que segundo o Lonely Planet é o melhor da Vila, e nem queremos imaginar como será o pior.
Durante a noite, deitados sôb os lençois e a colcha côr de rosa em cetim repleta de folhos, ouvimos o gemido fantasmagórico do vento a fustigar agressivamente as portadas da janela.



A Cantábria é das regiões espanholas mais bonitas. Não só pelas montanhas e pelo assombroso Parque Picos da Europa, na fronteira com as Asturias, de monhtanhas imponentes, como tambem pelas bonitas aldeias de pedra que parecem ter parado no tempo como pela beleza das praias frescas onde um mar enérgico de espuma branca lambe areias e rochedos.
Apesar do Inverno já tardio em que visitámos aqui os Picos da Europa, dias amenos de Sol alternaram com nevoeiro e frio, o que não nos impediu de explorar a Serra e apreciar as suas belezas. Na fotografia, a estrada a caminho de Tresviso, em plenos Picos da Europa, uma aldeia, no fim da estrada de portas viradas para as montanhas com cerca de 80 habitantes.
Atravessamos primeiro uma outra aldeia um pouco maior, Sotres. O nevoeiro adensa-se à medida que vamos subindo a estrada sinuosa, e deixamos de ver o abismo que nos cerca. A estrada termina com esta aldeia, Tresviso. O nevoeiro vai-se dissipando e mostra as montanhas imponentes que a rodeiam.



Portugal não está muito associado a neve. No entanto, a Serra da Estrela, a unica estancia de ski em Portuga,l no Inverno brinda-nos sempre com esse espectaculo branco.
Houve uma ano, que aproveitámos os feriados de inicio de Dezembro e rumámos à Serra por uns dias e não esperávamos tanta neve.
A estrada até à Torre, ponto mais alto com cerca de 2.000m de altitude, estava ladeada por uma tapete branco. Mesmo dentro dos fatos confortáveis de Ski, sentíamos nas faces o vento cortante e gélido. Quando ao fim do dia chegávamos às casas do Cruzeiro, alojamento de tursimo rural onde ficámos numa simpática e tipica casinha de pedra, acendíamos a lareira e sacudíamos o gelo dos nossos fatos.








Em Istanbul tambem apanhámos um dia inteiro de chuva  forte e temperatura fresca. Mas Istanbul é Istanbul. É sempre uma cidade mágica, seja com Sol, seja com chuva. Enfiamos os impermeáveis, compramos na rua um chapeu de chuva peuqeno ( pois chove mesmo muito! ) e partimos à descoberta da Mesquita Azul, da Basilica Santa Sofia, do Palácio Topkapi....




Foi uma chuva de Maio que nos refrescou em Sighisoara na Roménia, aka terra do Drácula. Como um bom filme de terror do Drácula, o ceu cinzento e a chuva contribuíram para nos enquadrar  melhor nesse ambiente. Só faltaram mesmo os relâmpagos e trovoada. As casas com fachadas românticas, alguns casarões com ar mistico, a própria mansão onde viveu o Conde Dracul, a escadaria coberta por um tunel escuro que conduz até a um cemitério e uma escola, que sai de uma das praças da cidade, adquirem com este tempo chuvoso um ar de filme sobrenatural.



Numa das 3 vezes que mochilámos pela India, apanhámos o fim das monções em meados de Setembro. No Norte da Indía e de Varanasi a caminho do Nepal, de camioneta, passámos por muitas estradas alagadas, em alguns sitios, apenas víamos os topos das árvores. No entanto, o calor nem por isso diminuiu e a humidade cola-se ao corpo.
A fotografia foi tirada num restaurante meio luigubre de beira de estrada onde a camioneta parou, a norte de Varanasi, numa viagem que demorou quase 1 dia para chegar à fronteira nepalesa. Não parece, mas a chuva caia estrondosamente, enquanto comíamos à pressa um caril de legumes com arroz branco.





No Nepal tambem fomos surpreendios pelo fim das monções, com verdadeiras chuvadas torrenciais que provocaram derrocadas nas estradas montanhosas e sinuosas deste belo País.

Em Tansen, uma vila alojada na cocha da montanha, fizemos um pequeno trekking pelas pequenas aldeias e floresta, mas o nevoeiro era tão intenso que nos impediu de apreciar a paisagem, mas as aldeias com casinhas em lama coloridas, com o milho desfolhado em cima de mantas nas varandas, crianças descalças a brincarem na soleira das portas, mulheres com lenços na cabeça a carregarem enormes cestos às costas e pastores solitários a conduzirem os seus rebanhos até à floresta espessa e verde fizeram deste trekking com nevoeiro e chuviscos um dia memorável.




Uma das muitas derrocadas provocadas pelo mau tempo do fim das monções nas estradas Nepalesas.




A verde e luxuriante Malásia é assim, porque tem elevados níveis de precipitação. Na paradisiaca ilha de Pulao Pangkor, estávamos a gozar de uma tarde de Sol na praia, qaando de repente o céu se tornou muito cinzento e uma chuvada quente e densa se abateu sobre a Ilha e motivou a fuga dos banhistas da praia. Não tardou muito, e a trovoada veio juntar~se à tempestade tropical. Corremos de toalhas de praia sobre as cabeças para nos abrigarmos debaixo do toldo do unico Café que está sobre a areia da praia. Como o hotel ainda estava a cerca de 15 minutos de caminhada, ficámos ali algum tempo à espera que a chuvada abrandasse e fomos ainda surpeendidos por um casal de turistas que apesar da tempestade, não resistia às temperaturas cálidas das águas do mar e nadava tranquilamente. Uma tempestade não deixa que o Paraíso deixe de ser Paraíso!