sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Perspectivas India 2011

McLeod Ganj

É aqui que vive o Dalai Lama e uma grande parte da comunidade Tibetana que fugiu da ocupação chinesa.
Virada para os Himalaias é um Óasis de frescura e de espiritualidade. É tambem um lugar muito turistico, a abarrotar de pequenos hoteis, restaurantes, pastelarias, agências de viagem, lojas de souvenirs...Mas ainda assim conserva a sua autenticidade. Cruzamo-nos constamente com os serenos monges e tambem com grupos de peregrinos que afluem aos templos enfeitados com as bandeirinhas de oração, onde vão acender velas ou queimar incenso, e rezar.
É daqueles sitios onde apetece acabar os dias....

Os monges tibetanos, sempre simpáticos e sorridentes:





A deusa hindu Kali, deusa da morte,  usando o seu colar de crânios à volta do pescoço. No entanto, não representa o mal. Quem a venera, pode ser recompensado com poderes paranormais e uma morte sem sofrimentos:




Mosteiro Budista, lugar de oração, tranquilidade e meditação:



Os indianos têm um fascinio em tirar fotografias ao lado dos estrangeiros:



Um pequeno Vendedor de doces num autocarro que faz a ligação entre as aldeias e vilas:


Templo Dourado em Amritsar

 






Amritsar

E eis que a meio de uma greve de condutores de rickshaws, os manifestantes resolveram pousar para uma fotografia:




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

India 2011 - Rajastão e Himachal Pradesh


Jodhpur

É a segunda maior cidade do Rajastão, a seguir a Jaipur. É a cidade azul, às portas do deserto Thar.
A cidade está no sopé do imponente Forte Mehrangath e a vista daqui é sobre uma mancha compacta de casinhas pintadas de azul, de tão compacto, que mal se distinguem as ruas e os becos.

Jodhpur é daquelas cidades que mesmo com um mapa não se deve conseguir decifrar. O melhor é mesmo deambular pelas ruas, algumas verdadeiro caos de trânsito de carros, rickswahs, bicicletas, motas, pessoas, vacas...Outras ruelas e becos mais para o interior, e mais afastados das vias comerciais e principais são mais tranquilos, e descobrimos casas com fachadas admiráveis.
O mais fantástico em Jodhpur é mesmo o viajante perder-se literalmente. Nada de mapas, guias, papeladas...Lá em cima temos sempre o Forte que nos guia e quanto mais nos entranhamos pelas artérias estreitas e labirinticas, mais o passeio se torna compensador. Irmos, sem pressas e sem relógio!



Foi por estas ruelas e becos que nos perdemos durante um bom par de horas. O labirinto da cidade azul, onde um mapa não faz falta nem sentido...



A vista do terraço do hotel onde ficámos era assim:




Na estação de comboios de Jodhpur, compram-se os bilhetes e espera-se e espera-se, muitas vezes longas horas.




O comboio é o nosso meio de transporte favorito. E na India, dona da maior rede ferroviária do mundo,
podemos usar e abusar.

Pergunto-me como será viajar pela India num programa organizado, nas confortáveis camionetas dos Operadores Turisticos, e sem experimentar os comboios nas suas mais variadas classes, de hard seats e soft seats,  de cabines com 4 camas ou com 6 camas, nas carruagens com ar condiconado ou apenas com ventoínha? Quase que me atrevo a dizer: não se foi verdadeiramente à India...

A paisagem desértica do Rajastão, vista da janela de um comboio:




Shimla

Viajámos tambem até ao Estado de Himachal Pradesh, situado no Nordeste da Indía, onde Shimla é a capital
Shimla é uma cidadezinha no meio das montanhas, da cadeia dos Himalaias que pelo seu clima agradável e mais fresco era refugio dos colonizadores ingleses durante os infernais Verões quentes de Delhi.
Dotada de edificos bonitos, é tambem lugar de Universidades de renome e Instituições na área da investigação.

Forma longas horas de vaigem para chegar lá, mas a viagem já faz parte de todo o encanto de Shimla. A linha ferrovíaria que liga Kalka a Shimla é feita por um comboio a que por graça se chama de Toy train, e a viagem é simplemente divinal. Mais de 800 pontes, 103 tuneis num feito de engenharia notável, entre montanhas e vales luxuriantes. Não é por acaso que é património Mundial da Unesco.













Rewalsar

A viagem pelo Estado de Himachal Pradesh revelou-se surpreendemente bonita. Rodeados pelos Himalaias, a estrada segue sinuosa por entre aldeias com os seus pequenos templos perfumados de insenso e decorados com pétalas de flores. Passam por nós à beira da estrada, mulheres de trajes coloridos, carregadas com enormes cestos às costas. É incrivel como as mulheres trabalham por aqui. É muito comum vermos muitas delas, de corpos franzinos a carregarem pedras pesadas nas obras.
Nesta viagem, alugámos um carro com motorista em Shimla por três dias. Esta mesma viagem acabou em Rewalsar, num lugar sagrado à beira de um lago com jardins frondosos. Lugar de culto para Hindus, Budistas e Sikhs, e daí ser um lugar tão especial.
Misturam-se templos com divindades hindus com estátuas de Budas. Cruzam-se connosco Sadhus co  longas barbas e descalços com monges tibetanos com o seu habitual ar sereno que circundam o lago enquanto desfiam os rosários nas mãos.
A imagem gigante e dourada de Padmasambhava, tambem conhecido por Guru Rinpoche, ou o segundo Buda, parece sorrir dos seus 37,5 m de altura.







quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

INDIA - Templo Dourado em Amritsar


Templo Dourado

O templo dourado é dos lugares mais magnificos da India.
Situado no Norte,na cidade de Amritsar, muito proximo da fronteira com o Paquistão, na região do Punjab é o lugar de culto mais importante da religião Sikh.

O sikhismo coloca ênfase em nove deveres, descritos como os Três Pilares do sikhismo:
  • Manter Deus presente na mente em todos os momentos ;
  • Alcançar o sustento através da prática de trabalho honesto;
  • Partilhar os frutos do trabalho com aqueles que necessitam.

Para alem de todo o dourado precioso e brilhante que o envolve, é tambem um lugar de espiritualidade unico. É um lugar "vivo" de peregrinação, oração e meditação e a qualquer hora do dia e da noite.
Milhares de peregrinos, mulheres nos seus saris e os homens com os tipicos turbantes na cabeça rezam, convivem e tomam banho no lago para se purificarem.
Sentam-se no chão de mármore onde tambem comem e muitas vezes dormem durante a noite ao relento.
O enorme refeitório serve pequenos-almoços generosos e refeições de arroz e caril em pratos de plástico.






 







segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Incredible India



Tivemos a sorte de viajar até à India 3 vezes. É o meu País favorito, e gosto de sempre lá voltar. Regressaria lá novamente de bom grado muitas e muitas vezes. Até diria mais: sou viciada nesse País, e das vezes que lá fui , poucos dias depois de cá estar, já me apetecia voltar para lá. Agora, explicar o motivo ou motivos desse vicio é algo perturbador, porque o País tem muita coisa que na realidade até me desagrada: miséria, poluição, confusão, sujidade...e são coisas,  sobretudo a miséria, que não podemos nem devemos ignorar.  Não devemos fingir que não existem, virar a cara e simplesmente continuar o caminho, porque ela vai continuar a estar ali naquele beco ou naquela esquina.
Por isso valorizamos o dormirmos nos hoteis familiares, comer nos Restaurantes que os Guias turisticos não conhecem, ou até nas banquinhas de rua, usar o rikshaw ou o taxi, comprar na mercearia  ou nas lojas pequenas, pois assim de alguma forma ajudamos as economias locais e as familias que nada ganham com o turismo de massas que insiste em ficar alojado nas cadeias  de hoteis internacionais e comer sempre nos Restaurantes e comprar nas lojas onde os Guias os levam.

Partilhamos um vídeo de pequenos instantes da nossa viagem de 2011 e partilhamos mais fotografias na nossa página da India....

Incredible India


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Alojamento - Parte III




E porque as dormidas e os alojamentos, quer sejam bons ou maus, fazem parte das viagens, são sempre parte integrante do nosso album de fotografias e das nossas memórias.
Muitas vezes são lugares onde conhecemos outros viajantes com quem trocamos experiências, emails e contactos, e tambem a partilha de algumas horas com os locais, pois como são sitios mais pequenos e familiares, esse convivio acaba por ser muito mais natural do que num hotel grande e frio.

Dão-nos tambem pequenas lições de vida, no sentido de valorizarmos mais o que temos: o conforto da nossa casa, a limpeza da nossa cama e o quanto  que cada gota de água que cai de um chuveiro vale ouro. Olhamos para o que temos e chegamos à conclusão de que as nossas queixas e insatisfações no dia-a-dia são desnecessárias e até futeis, porque o que temos já é muito.

O bom e o mau são efectivamente conceitos algo relativos.
Lembro-me sempre de  duas jovens norte americanas que conhecemos em Ouzod, no Sul de Marrocos  num Café. Aproveitámos para nos queixarmos das fracas condições do hotel onde estávamos alojados e elas que estavam noutro hotel elogiaram o sítio onde estavam, e nós fômos dar uma vista de olhos olhos, a pensar numa mudança para a noite seguinte, mas o lugar era tão mau como o nosso.
As jovens tinham vindo por terra desde a Mauritânia onde tinham feito voluntariado durante três meses a dormir no chão e sabe-se lá em que condições...Chegámos à conclusão de aquele pequeno e básico hotel marroquino devia ser quase  um luxo para quem dormiu  num sitio remoto da Mauritânia!
Elas próprias exclamaram: "Até que enfim que chegámos à civilização!".

A nossa cama, em viagem, pode ser a de um hostal, um hotel, uma casa familiar, uma tenda, ou até o banco de uma camioneta ou de um comboio e ao fim de dias e semanas na estrada sabe bem voltar à nossa casa e à nossa cama, para passados uns dias começarmos já a pensar e a sonhar com a proxima viagem!

 

Com vista para uma praia Albanesa

Com esta localização mesmo em cima da praia e vista frontal para o mar, a simplicidade do quarto do Hotel passou para segundo plano. Dhermi é uma estância balnear no Sul da Albânia. As areias são brancas e macias, infelizmente nem sempre muito limpas e as águas são cálidas e transparentes.
Não se via quase ninguem e a maior parte dos hoteis estava fechado e alguns até pareciam
abandonados. A escolha não era muito grande.Tínhamos um quarto simples, mas grande e limpo com acesso directo à praia.





Quarto com vista para o lago Ohrid



Quarto com vista para o lago e montanhas foi o que tivemos em Ohrid, na Macedónia. Há muitas opções em Ohrid, algumas bastante económicas. Palmilhámos as ruas empedradas da zona antiga da cidade  drante bastante tempo sem nos conseguirmos decidir onde ficar. Houve até um casal que nos abordou e insistiu em mostrar os quartos que alugavam na sua moradia e por apenas 15 € a noite, mas a verdade é que a casa ficava no alto da cidade e eu tinha mesmo muita vontade em ficar junto ao lago, de preferência num sítio com vista, e tambem porque é possível tomar banho nas águas completamente transparentes do lago e alguns dos pequenos hoteis e alojamentos particulares  têm acesso directo ao mesmo.
Por 25 € ficámos num desses hoteizinhos em cima do lago num quarto nas águas furtadas com uma varanda agradável com uma vista impressionante, e ao lado de uma pequena praia de seixos onde podíamos nadar.
Tomávamos o pequeno-almoço na varanda, e observávamos uma familia de gansos que deslizava tranquilamente pelas águas profundas do lago e outras aves, que excitadas pelo Sol matinal executavam verdadeiros bailados no céu.
" Vida dura...", pensávamos sorrindo.



O privilégio de dormir em Santorini

Visitar Santorini em Outubro tem imensas vantagens. Uma delas é a possibilidade de facilmente conseguirmos arranjar um bom negócio em termos de alojamento, o que nesta ilha em época alta é de todo impossível, pois os preços são altissimos e muitos sitios simplesmente esgotam.

Mal saímos da camioneta que nos traz do cais de embarque dos ferries, um homenzito aborda-nos e convence-nos a irmos ver os quartos que tem para alugar na sua pequena pensão familiar. Perto do centro de Thira, onde tudo acontece, acordamos ficar por 3 noites por um preço total de 50 €, num quarto simples e limpo com varanda e ainda uma pequena piscina onde sabe muito bem acabar estes dias solarengos de inicios de Outubro. Em época alta, nos meses de Verão, sería impossivel encontrarmos estes preços.
Estamos bem localizados, a pouco mais de 5 minutos a pé do centro de Thira, o quarto é limpo e ainda temos piscina...e estamos no Paraíso de Santorini...Não precisamos de mais nada!




O prémio do Club Med

Embora os Resorts do Tudo Incluído não façam parte da nossa  lista de opções de alojamento, até porque não são para os nossas bolsos e preferimos gastar o dinheiro noutras coisas, pois entre ficar uma semana num resort ou viajar por 3 semanas ficando para isso em locais mais singelos, é claro que preferimos a segunda opção, mas tendo ganho um prémio de 7 noites num Club Med em Marrocos, resolvemos aproveitá-lo e depois prolongar por mais uns dias a viagem e conhecer outros lugares em Marrocos.
Nesta nossa 2ª viagem a Marrocos, dividimos o prémio por 4 noites no Club Med em Agadir e 3 noites no Club Med Le Palmeraie em Marraqueche.
Apesar de tudo, estes Reorts franceses do Club Med têm alguma preocupação pelo meio onde estão inseridos e apostam numa construção mais na horizontal do que vertical, à base de pequenas moradias que não ultrapassam o 2º piso, e com zonas ajardinadas e respeitando a arquitectura local, pelo menos estes em Marrocos.

A enorme piscina do Club Med Palmeraie em Marrkech

Muita comida, muitas bebidas, muita animação, agradáveis piscinas, quartos confortáveis....
O Club Med em Agadir fica mesmo em cima da praia, mas o de Marraqueche fica longe do centro da cidade, mas disponibilizam uma camioneta que de meia em meia hora assegura esse trajecto.
Mas em Marraqueche vale a pena ficar alojado mesmo no cnetro, na Praça Djema El Fnaa ou até mesmo num dos simpáticos Riads na confusa Medina. Se há um lugar atmosférico no mundo, um deles é sem duvida Marrakech!






Vida de mochileiro em Ouzod - Marrocos

Para contrastar com o prémio ganho no Club Med, eis o hostal muito simples onde ficámos nas cascatas de Ouzoud a Sul de Marrakech.
A pequena cidade não tem quase oferta nenhuma. Contámos 3 alojamentos enquanto procurámos, e é dificil escolher qual o pior...
E nem é por uma questão de preços. São todos económicos e o mais barato ainda consegue ser o menos intragável...
Os duches no corredor do hotel e a pagar...
Há que dizê-lo: o quarto é grande. Há uma cama de casal encostada à parede e uma de solteiro no lado oposto. Os lençóis estão sujos. Chamamos o empregado. Ele encolhe os ombros, entra no quarto ao lado e tira os lençois da cama desse quarto e muda a nossa cama. Estes lençois não estão mais limpos. Agora quem encolhe os ombros sou eu. Nesta altura tinha dado jeito o meu lençol "milagreiro" que é todo fechado e nos metemos lá dentro como num saco cama, mas infelizmente não o levei comigo...Resta-me deitar toda vestida, meias e tudo.
Como estamos no ultimo dia do Ramadão, durante a noite a musica alegre e tradicional marroquina que se ouve lá de fora até às tantas, até faz esquecer a precariedade do lugar. In Shalla... 



O Tin Tin Syrio

Um dos sitios mais decrépitos que nos calhou foi em Lattakia, cidade portuária à beira mar,na Syria.
Mais uma vez, nesta grande cidade as opções de alojamento não são muitas. Há os grandes hoteis, caros e inadequados para quem viaja de mochila às costas, e na classe económica o pouco existente parece ruim. Há muitos sitios que têm até verdadeiras zonas para viajantes independentes com hoteis e hostais lado a lado onde tudo se concentra e é fácil saír de um para o outro enquanto estamos a procurar, mas não é o caso de Lattakia. Cidade grande, industrial, com muitos prédios, trânsito e incaracteristica onde ficamos apenas uma noite e que serviu de base para visitarmos as atracções nas redondezas.
No Lonely Planet,as referências ao hostal do "Tin Tin", porque o seu simpático proprietário é um verdadeiro apaixonado pela figura da banda desenhada e depressa comprovamos quando lá chegamos, tem referências positivas.
À medida que vamos subindo as escadas, vamos admirando as colagens e quadros todos alusivos ao Tin Tin, e tento não reparar numa ou noutra barata que se afastam a correr nos degraus.
No Lonely Planet as referências eram positivas, mas não sabemos como. Só mesmo o simpático proprietário e os objectos e pinturas alusivas ao Tin Tin salvam o lugar!



Old Damascus

Na Syria faltam infelizmente muito daqueles lugares económicos, limpos e simpáticos prõprios para mochileiros. Um dos hoteis muito bem referenciados pela Lonely Planet em Damascus, talvez mesmo o mais bem referenciado, e daí esgotar rápidamente, tambem não tinha infelizmente vaga para nós. Tentámos marcar por telefone durante a viagem e quando chegámos a Damascus, fomos até lá na esperança de ter havido uma desistência. Não vimos os quartos, mas a Recepção e o atraente pátio com mesas e cadeiras em ferro fundido, e repleto de plantas conquistaram-nos de imediato, mas tal como prevíamos, estava completo.
Logo ao lado num beco um pouco escuro, encontrámos um hostel económico inde acabámos por ficar.
Não tão atmosférico como o anterior, mas tambem com um pátio agradável e situado num edificio antigo com portadas e tectos em madeira.


Os dormitórios vistos da janela do corredor onde ficava o nosso quarto, no edificio principal.
Um simples anexo coberto por uma tela de lona, para os mochileiros que viajam sózinhos ou que querem mesmo poupar, já que as camas custavam menos do que 5 €.




O nosso quarto dava para este simpático corredor.







A dormida na cidade das noras - Homs

O nosso quarto, simples mas imaculadamente limpo e muito bem localizado no centro de Homs, na Syria.

 






Em casa de uma familia Libanesa

Em Bcharee, num lugar deslumbrante chamado Vale do Kadisha, aka Vale Sagrado, dormimos no Tiger house, mais uma pensão familiar do que outra coisa. O casal de donos vive aqui e partilhamos a casa com eles e os seus familiares. Uns colcões muito confortáveis sobre o chão alcatifado foram a nossa cama durante um par de noites. A empregada interna e etíope da casa confeccionava ainda refeições deliciosas e muito económicas que à noite comíamos no pátio exterior entre outros viajantes e a própria famila da casa.









Vista para Istanbul

Em Istanbul oferta não falta. É obrigatório ficar num sítio que tenha vista para o Mar Marmara e o casario disposto de forma irregular pela colina. Debaixo de um tecto de videiras e iluminados por um sol Outonal, tomávamos o pequeno-almoço no terrraço panorâmcico deste hostal situado em Sulthanamet, o centro antigo da cidade.
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Alojamento - Parte II

Recordamos e partilhamos mais umas fotografias de alguns dos sitios onde pernoitámos nas nossas viagens.
Sejam bons e simpáticos ou horríveis e decrépitos, gostamos sempre de tirar uma fotografia para nos recordarmos destes instantes que fazem parte das viagens.

Paharganj - A atmosfera de Delhi na Indía

Este é o Hotel Ajanta, em Delhi. Está situado na zona de Paharganj, meca dos mochileiros, pela sua atmosfera muito própria, onde as ruas esburacadas são elas próprias um enorme bazaar durante o dia, e onde não faltam os cafés, restaurantes simpáticos e os hoteizinhos económicos. Fica perto da estação o que dá imenso jeito e de rickshaw facilmente acedemos aos monumentos da cidade.
Hotel Ajanta em Delhi



Reservámos o quarto pela internet a partir de Lisboa e por cerca de 25 € a noite tivemos ainda direito ao transfer, o que em Delhi é mesmo uma grande vantagem, pois o aeroporto ainda fica distante da cidade. Não é nenhum luxo, longe disso, mas é limpo e tem uma casa de banho moderna e podíamos ter pedido para trocar o quarto que não tinha janelas por outro com, mas o não ter janelas em Delhi, e em Paharganj até pode ser uma mais valia, pois passámos uma noite tranquila e silenciosa, longe dos barulhos das buzinas, automóveis, etc que desde madrugada até tarde na noite se fazem aqui sentir.
O lema da Indía é "Please horn!".












No Nepal num quarto com vista para um lago imaginário

Entre Pokhara e Kathmandu existe uma vila que se chama Tansen, encaixada nas montanhas  e passámos aqui um par de dias. Ficámos no Hotel Lago Branco e o nome diz tudo. Eis a vista da varanda do nosso quarto! Chama-se lago branco porque de manhã cedo um manto de nuvens translucidas paira sobre o Vale e assemelha-se a um lago. Da nossa varanda, aprecia mesmo que estávamos a avistar um imenso lago lá em baixo no fundo do Vale.

Vista da varanda do nosso quarto




Dormir nos Himalias

O trekking do poon Hill no Nepal, em pleno Santuário do Annapurna, nos Himalias foi até agora o nosso trekking favorito. Para quem costa de caminhas e de montanha, é obrigatório ir até lá. O nosso percusro de 3 dias levou-nos por paisagens de cortar a respiração por entre montanhas gigantes com picos brancos, vales verdes e luxuriantes, pontes suspensas e vertiginosas sobre rios tumultuosos e frescos e muitos e muitos degraus de pedra íngremes e suados por entre pequenas aldeias de casinhas azuis onde se vive da aqgricultura, mas sobretudo do turismo. Muitas das casinhas foram convertidas em alojamentos para os caminhantes pernoitarem e na maior parte das vezes este alojamento é gratuito e em troca do pagamneto de todas as refeiçoes no pequeno restaurante da própria pensão.
Os quartos são simples e muitas vezes não têm casa de banho privativa mas as vistas são inesqueciveis. Rodeados pelos Himalias, e por um silêncio mágico, qualquer sitio simples e básico se torma num luxo, porque a paisagem é mesmo unica.
O quarto da fotografia foi o da nossa primeira noite do trekking numa aldeia no cimo da montanha íngreme, de caminhos em pedra estreitos onde nos cruzamos com outros caminhantes e aldeões carregados com as cestas de vime às costas ou conduzinho rebanhos de ovelhas ou cavalos e mulas, e que se chama Ulgeri.
O rapazinho, filho dos donos, com uma acentuada corcunda e de sorriso simpático, mostrou-nos o pequeno quarto com a casa de banho comum no corredor. Só pagámos as refeições, o jantar e o pequeno-almoço, e a dormida foi de graça.




Um apartamento em Budapeste

Para Budapeste, reservámos o hostal pela internet de Lisboa. Mas quando chegámos, havia overbooking. A solução alternativa que nos arranjaram, agradou-nos bastante. No edificio ao lado, facultaram-nos um pequeno apartamento com soalho em madeira, uma pequena sala de estar e uma kitchenette onde pudemos confeccionar pequenas refeições. Limpo, económico e bem localizado...preencheu por completo os nossos requisitos e acba´mos por ficar bem melhor instalados, com mais espaço e privacidade do que no singelo hostal.




 

Um pátio com candeeiros de papel na China

Outro dos nossos sitios favoritos foi Lijiang, na China, a cerca de 80km do Tibete. É uma pequena cidade, com casinhas em madeira com lampiões vermelhos de papel pendurados nos tectos sobre ruelas separadas por estreitos canais de água que se atravessam por pontes em madeira ou de pedra. À noite, os candeeiros iluminam-se e parece uma "cidade Natal". As esplanadas dos restaurantes e bares enchem-se de gente, maioritáriamente turistas e ouve-se musica tradicional por todos os lados. Alguns chineses juntam-se em grandes rodas e dançam graciosamente no meio das praças.
Pátio simpático do nosos hotel

Reservámos o hotel por telefone em Xian, pois as referências eram boas, mas acontece que chegámos de noite e procurámos por cerca de 1 hora pelas confusas ruelas labrinticas repletas de hoteis e pensões e foi impossível encontrar o hotel. Exaustos depois da longa viagem de camioneta, optámos por ficar numa velha pousada de juventude por aquela noite. No dia seguinte, mais revigorados, e de mochilas às costas quaisemos procurar um lugar melhor e de facto a luz do dia ajuda neste tipo de coisas. Encontrámos um hotelzinho junto a uma das românticas pontes, todo em madeira e à volta de um simpático pátio interior e nem hesitámos em aqui ficar. Curiosamente, quando instalámos as mochilas no aconchegante quarto, verificámos que afinal o hotel era o que inicialmente tínhamos reservado por telefone e ainda ficou um pouco mais barato! It´s China!




Pushkar com vista para a montanha e os templos ( Indía )

Outro quarto pequeno e simples mas com uma vista espectacular, foi o que tivemos em Pushkar, uma das cidade sagradas indianas no Rajastão.
A cidade com o casario em tons pastel e dourado está à volta de um idilico lago, que segundo os Hindus, foi formado pelas lágrimas do deus Shiva após a morte da sua esposa, Sati.
É tambem onde existe um dos poucos templos no mundo, dedicado ao deus Brahma, o deus da criação.

Vista do quarto em Pushkar

A agradável ventoinha no tecto para fazer frente aos 40 graus de temperatura, algumas pinturas coloridas a emitar um Haveli, casa tipica desta região e a vista da pequena varandinha fizeram deste quarto a solução económica e perfeita que procuramos.



























Uma solução milagrosa em Las Veras na extremadura Espanhola

Fomos de carro por alturas de um Carnaval até à Extremadura espanhola. Na zona de Las Veras, atravessámos aldeias, vilas e serras e já anoitecia e não conseguíamos encontrar um unico alojamento.
A hipótese de passar a noite no carro com temperaturas quase negativas não nos agradava.
Chegámos a mais uma pequena vila e à beira da estrada um restaurante com um pequeno hotel no piso de cima, cujo propreitário era o mesmo, deu-nos as ultimas esperanças, mas infelizmente tambem estava cheio! O proprietário propôs-nos uma soluçao. Tem um apartamento ali mesmo na rua que está vazio e pode alugar-nos. Nem hesitámos. O apartamento com escassa mobilia, mas ainda com uma cama, pequena cozinha e casa de banho, estava gélido quando entrámos, mas tinha aquecimento.
Como tudo é tão relativo. A simplicidade do apartamento adquiriu naquela noite as mordomias de um bom hotel, comparado com a hipótese de pernoitar no carro com o frio que fazia naquela noite.



Turismo Rural na Serra da Estrela

Ficámos muito bem instalados nas casas do Cruzeiro, no Sabugueiro, perto da Serra da Estrela.
Somos grandes adeptos do turismo rural, e em Portugal temos uma qualidade invejável de opções simpáticas, umas mais caras que outras, mas as casas do Cruzeiro não são caras, e podemos confeccionar as refeições e poupar nos Restaurantes.
 Uma casinha em pedra só para nós, onde na mesma sala temos a cama, a pequena kitchenette com mesa e cadeiras e a agradável lareira, numa aldeia que parece perdida no tempo e perto da Serra, da neve, para onde fômos esquiar.
Quando chegávamos à noite depois de um dia de ski, jantávamos junto do calor da lareira.






sábado, 1 de dezembro de 2012

Alojamento - Parte I


Onde Dormir - Eis a questão...

Para nós, o alojamento não é muito importante. Normalmente procuramos um sítio económico. Priviligiamos a localização e a limpeza. Às vezes temos sorte, outras vezes não...
Reservamos sempre o primeiro sítio onde vamos ficar. Chegar a um local depois de uma longa viagem de avião, baralhados com o fuso horário, de mochila às costas e ainda ter que procurar um sítio para dormir, não nos parece boa ideia.
E assim, o 1º sitio já está reservado, e inclusivamente existem muitos hoteis e hostais que ofercem o transfer o que acaba por ser ainda melhor!
O Lonely Planet é uma preciosa ajuda, complementado com buscas na internet, no site da hostelworld e outras pesquisas. Assim, a primeira ou primeiras noites ficam reservadas, e repito, temso sempre o cuidado de saber como é com o transfer. Muitas vezes está já incluído no preço, o que é muito cómodo e tambem fica naturalmente mais económico. Em Delhi, Cairo, Bangkok, Cidade do Cabo, etc tivemos essa sorte.

A partir daqui, é mesmo à aventura!Muitas vezes vamos reservando o alojamemto durante a viagem, por telefone, por exemplo, com o auxilio do Lonely Planet, ou às vezes até em conversa com outros viajantes que vamos encontrando pelo caminho em que as trocas de experiências são sempre positivas.
Mas o que efectivamente acontece muitas das vezes tambem, é chegarmos a um sítio e termos que batalhar! De mochila às costas, tentamos arranjar o sitio mais económico e adequado para dormirmos. Muitas vezes, batemos de porta em porta sem grande sucesso e estas buscas por vezes chegam a demorar uns largos e largos minutos. Mas faz parte da viagem e afinal da aventura.
Por isso, é que a dada altura resolvemos levar connosco sempre um lençol "milagreiro" que estendemos nas camas cujos lençois infelizmente nem sempre obedecem ao mínimo das limpezas. É que por vezes não temos mesmo alternativa!


Hotel Paradise - O Paraíso aqui não existe...

O alojamento mais decrépito e mais horrendo onde ficámos e acordámos de imediato nesta escolha, foi curiosamente um hotel com o nome de "Paradise", situado na fronteira da Indía com o Nepal, mas já do lado do Nepal.
Tínhamos comprado uma espécie de pacote em Varanasi que incluía a viagem de autocarro atè à fronteira da India com o Nepal, o alojamento no tal hotel Paradise, já do lado da fronetira do Nepal e finalmente mais uma viagem de camioneta até Pokhara. O preço muito convidativo fêz-nos logo suspeitar que as condições do alojamento não podiam ser grande coisa, mas excedeu as expectativas...

Chegamos depois de uma longa viagem de quase um dia numa camioneta velha e poeirenta, à fronteira Nepalesa, já de noite, e devido a mais uma falha de energia, fomos atendidos pelos funcionários numa fronteira escura como bréu à luz de velas.

Hotel Paradise, na fronteira Nepalesa
 Depois de preenchermos os papeis, de nos carimbarem os passaportes e pagarmos o Visto, fomos conduzidos por um homem pelas ruas escuras, passando pelos barracões da fronteira até chegarmos à moradia do Hotel Paradise, com o restaurante no rés do chão e os quartos ao longo de um corredor virado para a estrada, situados no andar de cima, depois de subirmos umas escadas tambem às escuras, alumiadas pela lanterna do homem.

Uma cama grande com lençois duvidosos ocupava o centro do quarto, alumiada por um candeeiro dourado de aluminio onde uma pobre de uma osga acabou os seus dias colada à lâmpada...
Uma porta entre paredes esfoladas e cobertas de manchas, dá acesso a uma casa de banho lugubre e só mesmo o suor acumulado ao longo da viagem nos convenceu a pôr-nos debaixo do chuveiro...mas pouco adiantou...com apenas 3 furos de água a correr..
Pensámos: "Oh, it's Paradise!"

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Cazare, Cazare...É a palavra de Ordem na Roménia

Bucareste foi o nosso ultimo destino na Roménia, numa viagem que começou na Hungria, em Budapeste.
Não havia grandes opções em termos de alojamento para mochileiros no centro da cidade. Optámos por saír um pouco do centro. na Roménia é muito comum o "cazare", o alojamento em casas particulares, e muitas mulheres abordam os viajantes nas estaçoes de camioneta e comboio ou até nas ruas e propõem o "cazare". Uma mulher gordinha de cabelos curtos e sorriso rasgado veio finalmente ter connosco e por um preço de cerca de 25 € a noite, ofereceu-nos um quarto em sua casa que segundo ela, não era muito lomge dali.
Casa particular em Bucareste, na Roménia

Valeu a simpatia da anfitriã, que apesar de não falar inglês, provou que os sorrisos tambem podem fazer as pessoas entender-se. A casa, para a qual se acedia através de um portão e um pequeno pátio era bastante simples, bem como o quarto alcatifado que nos tinha para oferecer.







Chungking Mansions - Um caixote em Hong Kong

Chungking Mansions tambem é daqueles sitios que ficará para sempre na memória, e não pelos melhores motivos. É em HongKong. Aqui o alojamento é caro. Existe então a opção de ficar em Chungking Mansions, um arranha-céus gigantesco de corredores interiores e exteriores labirinticos onde existem pequenos hoteis ou pensões a preços mais acessíveis.
ChungKing Mansions

No elevador cruzamo-nos com africanas de vestes coloridas, homens chineses de negócios de pastinhas nas mãos ou indianos sikhs com os turbantes nas cabeleiras negras, pois para alem dos hoteis e pensões, muitos emigrantes vivem aqui nestes apartamentos.
Há muitos hoteis por onde escolher, o dificil é mesmo escolher o menos máu....
Acabámos por ficar num quarto aka caixote, sem janelas, com papel de parede e ainda partilhá-lo com dezenas de baratas pequenas que resolveram visitar-nos durante a noite e nem foram convidadas....
Valeu pela boa localização, no centro de Hong Kong, onde tudo acontece.


Dormir na Amazónia num Ecolodge

Na Amazónia, só podíamos dormir num sítio: num Ecolodge!
Reservámos um pacote na Magic Rivers Tour de 3 dias a partir de Portugal e para alem das dormidas num bungalow sem vidros nem portas, sem luz e sem água quente, o preço incluia todas as refeições, que por sinal eram deliciosas e os passeios de barco, a pesca da piranha, o passeio nocturno pela selva, etc etc conduzidas pela Katia, alemã e pelo Vitor, nascido e criado na Amazónia.
Para alem dos bungalows, uma cozinha simples anexada a um espaço com mesa com uma toalha de plástico, onde tomávamos todas as refeições, e que adquiraim uma especial magia à noite, à luz das velas e dos candeeiros a pétróleo, condimentadas pelas histórias de selva contadas numa voz quase sussurante do Victor.

De manhã tomávamos banho de água fria  ( e sabia bem com o calor! ) nos chuveiros comunitários tapados com cortinas de plástico e à noite deitávamo-nos nas camas envoltas por uma rede e a sinfornia dos barulhos dos animais vindos da selva ali mesmo ao lado, eram impressionantes.
Longe do mundo, separados da civilização por um bom par de horas de barco.