terça-feira, 29 de janeiro de 2013

De que rostos é feito o Mundo


Quando escrevo sobre a India, há sempre uma emoção forte aliada e quase que os meus dedos tremem sobre o teclado, porque me faltam sempre adjectivos para qualificar o meu sentimento. É o meu País favorito. É o País de que mais gosto. É, para mim, o País mais fascinante dos trinta e tal que conheço. Sei lá. É viciante. Tenho sempre vontade de lá voltar.
 E detesto aquela miséria, aquela confusão de gente que há por todos os lados, aquela falta de privacidade, do barulho e do caos. Não gosto, como qualquer outro ser humano, chocar com mendigos pobres e leprosos cujos olhos quase que perfuram os nossos de tão intenso que é o seu mendigar. Não gosto, porque dói, porque não tenho culpa de que existam e de repente parece que me sinto responsável, porque estou aqui alegremente a passear, mesmo que seja à "pé rapado", como se costuma dizer, de mochila às costas, mas não me falta o pão e lá em casa tenho o conforto de um lar, e agora estou eu aqui a passar neste passeio, mesmo que seja de chinelo enfiado no pé e aqui ao meu lado, uma fila constituida por mendigos sujos, envoltos em trapos, de olhares famintos estendem-me as mãos e depois unem os dedos magros e encostam-nos aos lábios. Alguns são deficientes. Alguns são muito velhos, ou talvez a miséria os faça parecer mais velhos. Alguns são crianças pequenas. E eu passo diante deles com os ombros carregados do peso da responsabilidade que absurdamente sinto e nada posso fazer!
Não é suposto incentivarmos a mendicidade e alem do mais muitas vezes é uma concentração tão grande de pedintes que se resolvermos ajudar um, todos os outros irão naturalmente exigir tambem a sua parte. E então como nada posso fazer, continuo o meu caminho, e tal como os outros  priviligiados como eu, desvio o olhar, e no meu caso,  impotente e frustrada.
Não gosto das ruas sujas, e o esgoto a céu aberto. Adoro as vacas, e aprecio o facto de não serem mortas, mas não gosto de estar constatemente a pisar as fezes que vão deixando ao longo do dia por todos os lados, sem qualquer pudor. Mas o problema é meu, elas afinal estão no País delas.
A Indía é o meu País favorito.
Adoro as côres dos saris e as jóias que adornam os pescoços, pés, narizes e orelhas da mulheres; adoro o cheiro a incenso; o cheiro a especiarias e a caril; adoro a musica e as danças, até mesmo aquelas dos filmes de Bolywood, que me delicio a ver à noite na televisão do quarto do hostel; adoro os monumentos e Palácios, ricos e ostensivos; adoro os templos hindus, sikhs, budistas, jainistas...; fascinam-me as imagens dos deuses hindus, desde a perversidade da deusa Kali ao ar ingénuo do deus Ganesh; adoro a comida indiana, desde a masala dosa ao sag paneer; adoro a espiritualidade da India...





Em Shimla, no Norte da India





Em Jaipur, hora do descanso



Comboio a caminho de Shimla

Temos tambem o Nepal.  E aqui o meu coração tambem vacila, porque o Nepal tembem é o meu País favorito. Mas é natural. É logo ali ao lado, e não é assim tão diferente. Bom, talvez haja mais tranquilidade e sossego, sobretudo fora de Kathmandu. A miséria tambem não é tão visivel e chocante como na India. O sistema das castas não está tão enraizado no Nepal como na India, e acaba por tornar os Nepaleses mais tolerantes e mais abertos. Tambem não existe tanto a ideia das familias numerosas como na India. No Nepal, os casais têm normalmente dois filhos, pelo que falamos de uma população muito menos numerosa do que na India.
Em Tansen, uma vila aninhada nas montanhas, a Sul de Kathmandu, conhecemos uma viajante inglesa, daquelas com um ar de hippie moderna, que tinha acabado de chegar ali na mesma camioneta que nós, de Varanasi, e depois de uma viagem de vários meses pela India, e quando lhe perguntamos se estava a gostar de Tansen, respondeu: " Se estou a gostar? Viajei durante seis meses pela India e de repente resolvi vir até ao Nepal.Se eu soubesse que isto era assim, já tinha vindo há mais tempo!"
E quando disse "isto" olhou em volta. O "isto" significava a tranquilidade daquele lugar simples, de ar fresco, bafejado pela proximidade das montanhas, de casinhas com varandas em ferro forjado, de ruas estreitas e empedradas, por onde passavam agricultores a regressar da faina, mulheres com cestos nas cabeças, grupos de crianças metidas em uniformes escolares, sorridentes a gritar "Namaste", que nos olhavam com curiosidade mas sem pretensões de interferir no nosso espaço.
Eu própria, quando descia e subia as ruas de Tansen, e se desse conta de alquem a caminhar logo atrás de mim, pensava logo: " pronto, o que me vão vender agora? Que esquema maluco vão propôr-me agora?"
Mas não, ninguem nos queria vender nada, nem propor nada. Quando muito, cumprimentavam-nos sorridentes  ou olhavam-nos com curiosidade e por vezes nem isso. Não havia homens a perseguir-nos durante minutos a fio, num verdadeiro massacre, a querer vender-nos viagens de rickshaws, calças de ganga, óculos de Sol, passeios pela cidade, postais, pulseiras, droga...e até as próprias mães se preciso fôsse, ehehehe, como acontece em Varanasi.


Numa aldeia, nos arredores da vila de Tansen, no Nepal





Agricultores numa aldeia no Santuário de Annapurna, nos Himalaias





Nos Himalaias  Nepaleses



Em Pokhara, num templo situado numa pequena ilha no meio do lago



Monges Budistas no Templo Bodnath em Kathmandu


De que rostos é feito o mundo - Continuação



Enquanto nós visitamos os lugares com os olhos e a curiosidade de um viajante normal, querendo apreciar do ponto de vista estético ou cultural, há ao nosso lado muita gente que está ali por razões  de fé , religiosas, espirituais. O seu olhar é diferente do nosso. As suas motivações tambem não se equiparam às nossas. Por isso, é que encontro no seus olhares uma emoção sempre muito mais poderosa e autêntica do que a que nós temos. Não que não nos possamos emocionar tambem com o que vemos...muitas vezes já me aconteceu até ficar com lágrimas nos olhos devido à beleza de um lugar ou à espriritualidade que dele emana, mas na verdade nunca será como a dos que estão ali por fé ou devoção.
O que sentimos nós viajantes  comparativamente com eles é quase leviano. Hoje estou em extase a apreciar um templo, mas no dia seguinte, esse templo é substituído por um belo Vale rodeado de montanhas que me faz esquecer o extase do lugar anterior que visitei.
As pessoas que estão num lugar por devoção, estão ali por isso, pela devoção, pela Fé. Mesmo que a seguir visitem outro lugar de culto, não será relevante se é mais bonito, mais antigo, mais rico...porque é a Fé que os move e não propriamente o lugar.

Na Grécia, em Meteora, uns conventos antigos esculpidos em cima de penhascos vertiginosos foram o motivo para viajarmos até lá.
Estes peregrinos terão ido à procura de algo mais...


Um dos Conventos em Meteora, Grécia



 Em Gyrokastra, na Albânia. O olhar de quem fotografa e o olhar de quem é fotografado.






Na cidadela ainda habitada do castelo Medieval de Berat, na Albânia, a nossa viagem cruzou-se com a viagem deste casal, a viagem de uma vida.







O taxi é um dos meios de transporte que mais usamos nas viagens. Quem ler isto, há-de pensar que é um luxo, tendo em conta que defendemos as viagens económicas, mas na realidade em alguns Países andar de taxi é muito barato, e bem, às vezes tambem náo há grandes alternativas. Já apanhámos Motoristas  ansiosos e nervosos na condução a quem pedíamos "calma"; apanhámos aqueles que nos queriam enganar, querendo-nos deixar num hotel diferente do que tínhamos pedido ou até mesmo mentindo, dizendo que o hotel para onde queríamos que nos levasse tinha ardido. Nestes casos, há que fazer finca pé!
Apanhámos um motorista espectacular em Beirut, no Líbano que passou horas connosco à noite pelas ruas da cidade à procura de um hostal económico, mas só nos apareciam hoteis caros...o pobre do Motorista estava com tanta pena nossa que até nos convidou para dormirmos em sua casa.
Apanhámos tambem o Xerife, o Albanês que nos levou até à fronteira da Macedónia e que pousa em baixo para a foto!

O Xerife a deixar-nos entregues à nossa sorte na fronteira entre a Albânia e Macedónia.



Musica defronte do castelo de Ohrid, na Macedónia.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

De que rostos é feito o mundo - Parte II


O Amir passou alguns momentos connosco junto às Pirâmides, no Egipto.. Embora aceite que estes homens tenham que ganhar a vida nem que seja a passear os turistas em cima de camelos junto a um dos monumentos mais conhecidos do mundo, mas normalmente não gostamos muito de alinhar neste tipo de actividades demasiado concebidas para o turismo de massas. É interessante contornar mais do que uma vez o monumento ancestral; há que  vê-lo de várias perspectivas e com diferentes ângulos de luz; subir os degraus de pedra e até sentir com as mãos a textura rugosa e quente das suas paredes; fechar os olhos por momentos  sentir a morte e a vida no mesmo prato da balança. As Pirâmides, lugar construído para os mortos, que no entanto são aqui depositados como se as suas vidas continuassem. Mas isto já sou eu a divagar...estava a falar do Amir. Dar um passeio de camelo pelas dunas que alicerçam as Pirâmides, simplesmente não fazia qualquer sentido para nós...era até quase como delegar aquele indescritivel monumento para segundo plano, e portanto às primeiras investidas do Amir, recusámos convictamente o passeio que tanto nos desagradava. Mas o Amir com o seu sorriso simpático não desarmou e de uma forma inteligente conseguiu convencer-nos, dizendo para vermos bem, pois o seu camelo chama-se Charly Brown e é nada mais nada menos que o camelo aparece na capa do Lonely Planet que eu segurava nas mãos.
E lá fômos nós com o Amir e o Charlie Brown dar um passeio pelas dunas que circundam as Pirâmides. Ficamos a saber que o Amir, rosto sem idade, é casado e vive com a mulher, os filhos e mais uns quantos familiares na mesma casa. Trabalha para proporcionar um futuro melhor aos seus filhos, para estudarem. Ele não estudou, mas aprendeu o inglês com os turistas. O Amir podia ter mais mulheres, mas ele não quer...mas se por acaso até pensasse nisso, sería uma estrangeira que não falasse árabe. " E porquê?", perguntamos. "Porque assim ela e a minha outra esposa não se entendiam e não havia intriguas nem problemas!"
Antes de nos despedirmos, o Amir lança-nos um aviso tipo daqueles "quem te avisa teu amigo é..." : "Tenham cuidado com os egipcios, eles estão sempre a tentar tirar dinheiro aos turistas, a vender coisas...quando fôr assim digam que são turcos, porque nenhum egipcio fala turco..."
"Amir, então mas tu tambem te mesteste connosco...!" exclamamos a sorrir.
E lá segue o Amir, com o pachorrento Charlie Brown, a pensar nos proximos estrangeiros a quem "tirar" dinheiro.






Será o Charlie Brown???

Ehehehe, o camelo mais famoso do Egipto!!!















Em Luxor, ainda no Egipto, enquanto aguardávamos a chegada da camioenta que nos levaría até Hurghada, tivemos direito a musica ao vivo.





É Sábado. Estamos no Cairo. Uma familia egipicia passa por nós.







Se só pudesse viajar para meia duzia de lugares no mundo, um deles sería indubitávelmente a Amazonia. A Reserva Cuyabeno em plena Amazónia equatoriana, há-de fazer para sempre parte das minhas memórias, como sendo aquele lugar no fim do mundo, onde dormi numa cabana de madeira com uma janela sem vidro, e uma portinhola até meio do corpo, em vez de porta, e sem luz e sem água quente. Esta familia que partiu connosco por três dias, juntamente com os Guias, preparava as nossas deliciosas refeições, e à luz de velas quando a escuridão avassalava por completo a floresta.
Que falta fazem os automóveis, os telemóveis, os computadores, as televisões...quando durante a noite podemos disfrutar de uma sinfonia dada pelos animais que por aqui habitam: jacarés, anacondas, insectos, etc etc ?
Há de facto experiências e momentos na vida  que são unicos...e este tão simples, o de estar deitado a ouvir unicamente os sons produzidos pelos animais e é efectivamente extraordinário. 
Os três dias que passámos na Amazónia fez-me pensar mais uma vez que por um lado o progresso nos trouxe coisas muito uteis e práticas, mas por outro nos tirou a magia do silêncio e as canções da Natureza. Por isso, há que regressar a um sitio como a Amazónia para apreciarmos a magia do silêncio e as cantigas da floresta.















quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

De que rostos é feito o mundo

As viagens são feitas de lugares, mas tambem de pessoas.  E assim, surgiu a ideia de fazermos uma pequena compilação de fotografias das gentes com quem nos cruzamos nas nossas viagens.


Mulheres do povo Naxi, em Lijiang, na China, a cerca de 80km do Tibete.

Povo Naxi nas ruas de Lijiang, China.
 


Em Baisha, perto de Lijiang, vive o Dr Ho, um médico naturalista muito conhecido na China e até no resto do mundo, que trata as pessoas à base de chás. A esposa, vestida com o traje tipico do povo Naxi, ajuda-o no consultório que tambem é a casa deles, mexendo e remexendo pós e ervas milagrosas. O consultório do Dr Ho já há muito que se tornou numa atracção turistica desta zona, tanto que o ancião médico até tem livros de visitas de vários Países, e o de Portugal tambem lá está e o nosso comentário tambem lá estará, por entre poeiras e ervas de chá.







E a tribo das mulheres dos cabelos compridos? Quase que apetecia contar uma história com este tema a uma criança antes de adormecer...
É verdade, tambem existe. Pertencem a uma das minorias étnicas da China, da tribo Yao, e vivem sobretudo no interior Sul da China, mas tambem no Norte da Tailândia. Elas naõ cortam os cabelos, que vão crescendo e crescendo até se arrastarem pelo chão.
As mulheres da fotografia estavam junto à nossa camioneta a vender pulseiras que elas mesmo fazem, mas onde ganham mais dinheiro, é a soltar os cabelos para os estrangeiros. Quem quer ver os longos cabelos até ao chão, tem que pagar...

Zona  dos arrozais de Longsheng




Continuamos pela China, em Guilin, no Sul. Junto ao rio Li, o passeio de barco faz uma breve paragem nesta ilhota com chão de pedregulhos, rodeados por enormes penhascos rochosos. Esta mulher, para alem de vender pulseiras e colares, tambem se dedica à venda de ...pedras.






O jovem barqueiro de Yangshuo, na China, mas que é Tailandês e que a mim me faz lembrar o Hucleberry Finn, companheiro de aventuras inseparável de Tom Sawyer. Será do chapéu de palha enterrado até aos olhos ou do sorriso travesso? Huckleberry Finn a correr pelas margens do Mississipi...










Um dos vicios nacionais da China é o jogo. Verdadeiros amantes não só de casinos, mas tambem de todo o género de jogos. Nos passeios é comum passarmos por homens, agachados em cima de pequenos bancos, concentradissimos diante de tabuleiros de jogos.









domingo, 6 de janeiro de 2013

Passagem de Ano em Lisboa

 
 
 

De 2012 para 2013 em Lisboa

 

Na noite da passagem de ano, gostamos sempre de ver o fogo de artificio.
 
Chamávamos de "foguetes" quando eu era criança. Na aldeia dos meus avós nunca faltava nas festas de Nossa Senhora dos Remédios por alturas de Setembro.
De manhã passava a procissão e percorria as ruas empoeiradas da aldeia; da parte da tarde atuavam  os Ranchos folclóricos e tocava a banda fardada para o efeito e entre acordes de trompetes, pandeiretas, tambores, clarinetes, fagotes e trombones, a brisa suave do vento de fim de Verão misturava-se com o odor das uvas que pendiam das videiras frondosas que enfeitavam os pátios das casinhas de pedra da aldeia.
À noite, a musica era outra. Vinha o "conjunto" e ao som de musicas populares,  e de pop, os pares rodavam alegremente, vestidos nos seus melhores fatos. Era noite de bailarico.
O dia culminava então no momento dos "foguetes". Todos ficavam em silêncio de cabeças erguidas para o firmamento, enquanto alguém, de algum monte, no meio da escuridão disparava os foguetes que voavam velozmente para o alto como  mini foguetões que depois se desfaziam em serpentinas e faíscas brilhantes de várias côres ao som de estrondos que nos faziam estremecer.
Terminava sempre com as "lágrimas". Muito gostava eu daquelas lágrimas azuis, vermelhas, douradas que eram derramadas lentamente, quase com sofrimento como lágrimas verdadeiras, e que pareciam que vinham caír em cima de nós.
 
Era um fogo de artificio muito modesto comparado com este que durante doze minutos invade a Praça de Comércio em Lisboa na passagem de ano, mas para a minha idade de criança de então era uma festa, e apesar de estremecer sempre com a explosão dos foguetes, ficava de pescoço caído para trás e com olhos de espanto a admirar as pinceladas coloridas que aquelas canas iam desenhando no céu.
 
Passagem de Ano 20112/2013 em Lisboa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Que 2013 seja a viajar de mochila às costas!!!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Viagens de 2012



Por onde mochilámos em 2012



Não podiamos terminar o ano, sem partilharmos algumas fotografias das nossas viagens de 2012.

É claro que os nossos desejos para 2013 para nós e para todos são os de muita Saude, Paz, Tranqulidade, e que o nosso País consiga ultrapassar rapidamente esta grave crise económica, que nos deixa a todos preocupados e tristes, mas para nós dessejamos sempre algo de muito especial: muitas viagens de mochila às costas!

Viajar é o que mais gostamos de fazer na vida, e se tivermos a possibilidade de viajar, é porque em principio estamos com saude, bem como os que nos são mais queridos que nos rodeiam, e estamos com Paz e Tranquilidade.
O dinheiro...claro, tambem é importante e imprescindivel, mas não é preciso assim tanto dinheiro quanto isso para e viajar de mochila às costas. A vantagem destas viagens é que são realmente económicas, e na verdade tudo é uma questão de opções na vida.
Em alturas de crise e insegurança económica, mais importante se torna definirmos opções e prioridades. Para nós, a prioridade é viajar. Como tal, coisas como jantar fora regularmente, comprar roupas a toda a hora ou de marca, equipar a casa com tecnologia sofisticada e mobilia cara, ter um grande automóvel, etc etc passam para ultimo plano.
Não são coisas imprescindiveis para nós, e entre escolher uma delas e a possibilidade de mais uma viagem de mochila  às costas, nem hesitamos.
A roupa deixa de servir; o sofá caro tambem se estraga -  nem que seja pelas arranhadelas dos gatos...); o grande automóvel com estilo para nós tem o mesmo efeito que um carro mais económico, que é o de nos transportar de um stítio para o outro, quando precisamos.
Já o que trazemos de cada viagem nunca é banal e nunca se estraga. São as memórias das experiências, dos momentos, das emoções, dos lugares, das pessoas com quem nos cruzamos, nem seja só por breves momentos, que juntos vamos vivendo. Estas vão ficar para sempre.

Para viajar não precisamos de quase nada a não ser de nós mesmos. Ok, é preciso algum dinheiro, como é óbvio, mas não é necessário tanto assim, sobretudo se definirmos as tais prioridades no dia a dia.

Precisamos de nós mesmos, de uma mente aberta, da capacidade para levarmos connosco de cada lugar um pouco desse mesmo lugar.
Seguimos leves e livres de bens e coisas, mas com o coração carregado de verdeiras emoções!

Queremos continuar a seguir para 2013 com essa mesma leveza! Continuemos a mochilar!



Malásia e Sinapura

Janeiro/ Fevereiro 2012



Bairro Little India onde ficámos alojados, em Singapura. Restaurantes, lojas e uma grande comunidade indiana transportam-nos para a India.




O refrescante jardim botânico de Singapura; optimo lugar de refugio do calor insuportável da ilha, cidade, País. Abundam jardins de orquideas de várias côres.



Um iate em cima de prédios...só mesmo em Singapura.


Singapura


Prédios interligados com corredores de jardins interiores.
É assim Singapura.



As gigantescas Torres Petronas em Kuala Lumpur, Malásia. Com 452 m de altura, são o sexto edificio mais alto do mundo, com 88 pisos.



O elevador das torres informa que chegamos ao piso 86



Ainda em Kuala Lumpur, visitámos as Batu Caves, um templo hindu escavado na rocha, ao qual se acede por uma imensa escadaria. Cruzamo-nos com hindus devotos que oferecem flores e frutas aos deuses.



Em Pulao Pangkor, ilha paradisiaca na Malásia, a norte de Kuala Lumpur, mergulhámos em aguas transparentes e cálidas e avistámos muitas aves destas com um bico duplo e que serão da familia dos pelicanos.




A seta que está nos tectos de todos os hoteis da Malásia. Não é a saída de emergência, como todos pensam, e que tambem nos passou pela cabeça, embora nem sempre fizees muito sentido para onde apontava...É na realidade a direcção de Meca. É para aí que os fieis muçulmanos se devem voltar para rezar.




Coral beach, na ilha de Pulao Pangkor.




Alugámos uma bicicleta por um dia e percorremos a pequena ilha, passando por estradas com algumas subidas dificeis, mas com vegetação densa e por praias desérticas.




Antes de continuarmos a viagem para as montanhas nas Cameron Highlands, fizemos uma paragem de 2 dias em Ipoh, uma cidade grande, capital de um dos estados da Malásia, e que traduzido à letra significa uma árvore local.
Situada nas margens de um rio, é agradável com ruazinhas com arcadas pintadas de várias côres alegres e que refrescam um pouco do Sol tórrido.


Em Ipoh, tomávamos o pequeno-almoço neste enorme Restaurante com mesas e cadeiras de plátstico.À volta da sala, concentravam-.se as pequenas banquinhas, cada uma a vender o seu pequeno-almoço: chinês, indianos, malaio...era só escolher para onde estávamos amis virados e depois finalmente passar na banquinha das bebidas e pedir os sumos ou o café com leite.



Naas redondezas de Ipoh, visitámos mais um magnifico templo cavado na rocha, o Perak Cave Temple. O templo budista, para alem das estátuas  do Buda, contem pinturas nas paredes, e o cheiro intenso do incenso mistura-se com o das flores que adornam os pequenos altares espalhados por toda a gruta.
Em baixo, as estátuas representam a vitória do bem sobre o mal, cuja cabeça está a ser esmagada pelo pé de quem representa o Bem.



O templo budista de Perak Cave.




Á espera do autocarro que passa na estrada, de volta a Ipoh.


A chegada às Cameron Higlands, zona montanhosa do interior Malaio, conhecida tambem pelas plantações de chá.



Plantações de chá a perder de vista.



Um tour de meio dia em todo o terreno que nos levou a visitar plantações de chá, e a fazer um pequeno trekking pelo meio da floresta.



Butterfly Farm nas Cameron Highlands, por onde esvoaçam borboletas maravilhosamente coloridas e onde é possível pegar nas mãs pequenas serpentes e insectos dinnosáuricos...



Um dos pequenos trekkings que fizemos nas Cameron Highlands, pelo meio da floresta, acompanhados pela sussurante melodia de ribeiros e cascatas




No barco, a caminho de Taman Negara, a mais antiga floresta tropical humida do mundo.




A desafiar as vertigens está o passeio pelas estreitas pontes suspensas que ligam as a´rvores, no meio da selva. Não sabia se havia de observar o topo das altissimas árvores ou preocupar-me com a distância profunda que nos separa do solo.



A riqueza da vegetação em Taman Negara



Junto ao rio lamacento, que separa a aldeia da Reserva Natural, almoçamos e jantávamos nos restaurantes flutuantes que baloiçam sobre a agua



Uma almoço à beira rio de frente para o Parque Taman Negara



Em Malacca, é comum vermos alguma da influência portuguesa, como por exemplo a venda de Pasteis de Nata.



O centro de Malaca à noite é animado com um enorme bazaar ao ar livre. Souvenirs, t-hirts, óculos de Sol, etc vendem-se ao lado de esplanadas improvisadas que servem comida malaia deliciosa




Templo em Malaca




Candeeiros de papel vermelhos e dourados e estátuas de dragões flamejantes enfeitam as ruas do centro de Malacca



Templo Hindu em Malacca



O tipico Cendol, um doce Malaio, mas mais apreciado ainda em Malcca, feito de pedaços generosos de gelo, coberto por leite de côco, amendoins e feijões vermelhos. Não é o doce mais delicioso que já provei, mas é muito refrescante. Vende-se por todos os lados.



A porta de Santiago, uma das portas da Fortaleza de Malacca 



Visitar a Flor de La Mar, uma réplica da nau Portuguesa que viajou pelos mares do Indico no séc XVI, é regressar ao passado desta rica História de Portugal e constitui o Museu Maritimo de Malaca.


Pelas ruas de Malacca



O Bairro português em Malacca.


No Museu, a herança portuguesa




O nosso anfitrião simpático no Museu que trocou connosco  e orgulhosamente algumas palavras em Portugues



Musica num templo hindu em Malacca


A Ilha de Malacca, ao largo da cidade, infelizmente muito poluída.




Podia ser um Paraíso se não fosse a poluição e o abandono a que foi deixada





Boi Taull - Esquiar nos Pirineus Espanhois

Março/ Abril 2012

Esquiámos em Boi Taull e aproveitámos para explorar estradas montanhosas e aldeias de pedra perdidas no tempo na zona dos Pirineus. Passámos pela sofistica estância de Ski de Baquera -Beret e pela cidadezinha de Vielha com as casas cobertas com os longos telhados da cor de ardósia.


















Grécia, Albânia e Macedónia

Setembro/ Outubro 2012


Atravessando a pé a fronteira entre a Albânia e Macedónia




O idilico lago em Ohrid, na Macedónia.




A Catedral de Ohrid, em domingo de Missa.



A pequena igreja ortodoxa de frente para o azul do lago de Ohrid.




Ohrid, o lugar mais turistico da Macedónia.



Rua pedonal em Bitola, a segunda cidade da Macedonia a seguir à capital, Skopye.



O lindissimo pulpito de uma igreja em Thelassonika, segunda cidade grega a seguir a Atenas.





A torre branca em Thelassonika



A nosssa viagem coincidiu com uma das visitas da Senhora Merkel à Grecia, levando o País a mis umas quantas ondas de manifestações e protestos.




A bela ilha de Santorini



As ruelas de Thira, em Santorini



A ilha de Santorini - posse para a fotografia



A exuberante Red Beach




Santorini - Sensação de liberdade




Outra das belas praias de Santorini




Entardecer em Santorini



Oia, no Norte de Santorini







Outra das espectaculares ilhas gregas, Paros