,No dia 3 de Novembro parto para mais uma viagem, e é o Vietnam que me espera.
A preparaçao já comecou há vários dias, como é sempre. O inicio das viagens comeca antes da viagem. Comprei a ediçao mais recente da lonely planet, reservei o hotel em Hanoi para o primeiro par de noites, tratei dos Vistos que é misto, ou seja, tratado previamente atraves de uma agéncia local via online e depois a chegada.
Como vou chegar a Saigao, nome que prefiro a Ho Chi Minh, reservei tambem um voo para Hanoi onde irei iniciar esta viagen de três semanas.
No meio disto tudo ir arrumando a mochila.
Daqui a alguns anos você estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então solte suas amarras. Afaste-se do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra. By Mark Twain.
sábado, 26 de outubro de 2013
Viagem ao Vietnam
sábado, 24 de agosto de 2013
Fim de Semana em Montemor-o-Novo...e arredores
Em Junho passei 2 dias em Montemor-o-Novo e arredores, e apesar da chuva e do frio ( até custa a acreditar que estamos em Junho, a poucos dias do inicio do Verão ) foi reconfortante rever a paisagem alentejana, vestida nesta altura de trajes muito verdes e floridos e para isto contribuíram também os muitos dias chuvosos do ultimo Inverno.
Outrora confinada ao interior das muralhas do Castelo, Montemor cresceu e nos dias de hoje, margina toda a zona envolvente do castelo.
A chuva e o ar fresco afasta as gentes das ruas.
Percorro ruas, terreiros e terreirinhos e aprecio casas de formosas fachadas de influencia manuelina. Uma escadaria imensa agora de terras revoltas devido às obras, conduz ao castelo.
O mercado situado bem no centro, junto aos bombeiros é suposto ser animado aos Sabados de manhã. Chego já no fim desta manhã fria e cinzenta mas ainda apanho os vendedores de frutas e legumes, de queijos, de livros em segunda mão, de bolos típicos, de flores, de velharias...
No exterior do mercado, os azulejos azuis e brancos mostram as profissões da região, ligadas à agricultura.
À volta de Montemor são também possíveis um par de percursos de automóvel.
As gotas da chuva a baterem no vidro quase que parecem uma canção de embalar e com os olhos ligeiramente toldados pela sonolência, ainda consigo admirar a paisagem bucólica de campos com tapetes roxos de flores e mantas douradas de espigas.
Do nada, surgem quintas e montes, algumas abandonadas e em ruínas. As igrejas parece que foram construídas para não serem vistas, de pequenas e discretas que são, sempre de portas fechadas. Podem ser visitadas mas a chave tem que ser sempre pedida e normalmente na casa ao lado.
Muito perto de Montemor, estão as grutas do Escoural.
Apanho uma desilusão quando chego ao centro de interpretação e dizem que convem marcar previamente a visita. O ultimo grupo tinha acabado de saír.
Resta-me apreciar as fotografias aqui expostas. O rapaz da bilheteira declara com orgulho que é guia estagiário e que já decorou onde estão algumas das formações rochosas que se assemelham por exemplo a animais.
Fim da tarde. Ainda há muita luz. Apesar do tempo cinzento, estamos em Junho e os dias são grandes.
Aproveito para ir a Évora. A primeira vez que fui a Évora devia ter uns 12 anos e foi numa viagem de fim de ano lectivo de escola de 5 dias. Enquanto percorro os quilómetros que me separam desta magnifica cidade, recordo a Pousada de Juventude onde ficámos nessa altura, do quarto com os beliches separado da sala comum onde diariamente havia festas e convívio.
Posso estar enganada, mas o ambiente parece não ter mudado muito desde então...
Passear pelas ruas empedradas de Évora tem sempre um sabor a passado. Passar debaixo de arcadas em frente a cafés e restaurantes acolhedores até chegar á Praça Giraldo, onde em fim de ano lectivo os estudantes festejam a cantar e de copo na mão.
Anoitece e é um anoitecer frio. Sobretudo para Junho. Ainda assim aproveito estas ultimas horas da noite para jantar e passear sem rumo pelas ruas e ruelas desta magnifica cidade.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
As Crianças
E, agora é a vez das crianças. Sempre que viajamos, há sempre crianças que naturalmente se cruzam no nosso caminho. Muitas vezes vêm-nos cumprimentar e perguntam-nos o nome e de onde somos; algumas chegam a acompanhar-nos por um bom pedaço no nosso caminho ao nosso lado; outras apenas nos acenam meio envergonhadas e há muitas que querem mesmo é pousar para a fotografia e depois ver a sua imagem reflectida no ecran e isso sim, provoca sempre muitas risadas e expressões deliciosas.
Das nossas viagens fazem sem duvida parte estes sorrisos e expressões. As nossas viagens são tambem estes sorrisos e expressões. E é tambem devido a estes instantes e momentos que as viagens são tão preciosas e memoráveis, e por isso me considero tão rica.
Eis então as estrelas destes momentos:
Na ilha Elefantina, em Assuão, no Egipto
No Parque Cuyabeno, em plena floresta amazónica, no Equador
Em Cuenca, no Equador
Perto de Homs, na Syria.
Aldeia perto de Sighisoara, na Roménia
Em Ksamili, no Sul da Albânia
Em Jaipur, na Indía
Em Jaipur, na Indía
Em Jodhphur, na Indía
Estação de comboios na India
Estação de comboios na India
Pequeno vendedor em Shimla, na India
No templo dourado em Amritsar, na India
Em Varanasi, na India
Em Tansen, no Nepal - a minha favorita
Perto de Tansen, no Nepal.
Santuário de Annapurna, nos Himalaias Nepaleses
Santuário de Annapurna, Himalaias Nepaleses
Santuário de Annapurna, nos Himalaias Nepaleses
Kathmandu, no Nepal
Em Kathmandu, no Nepal
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
De que rostos é feito o Mundo - Parte Final
Um rosto e um corpo para ficarem para a prosperidade. Nas ruas de Kuala Lumpur, na Malásia.
A devoção num templo chinês em Kuala Lumpur.
A devoção num tempo hindu na Malásia.
Na Praça Djema El Fnaa, no centro de Marraqueche. Uma das praças mais fascinantes do mundo...pelo menos para nós.
Em Azilal, a sul de Marraqueche, os homens usam estas vestes longas com um capuz pontiagudo.
Saímos de Mararqueche nesta camioneta a caminho das terras do Sul. A camioneta ia lotada. O corredor estava completamente ocupado por passageiros que à ordem do Motorista se agacharam à saída da cidade, quando passávamos pela Policia, e ergueram-se de imediato, já fora da cidade, fora do alcance da supervisão da Policia.
Na Syria, na cidadela de Aleppo, viajantes cruzam-se com peregrinos.
Na Rua Direita, na Old City de Damascus, na Syria, conhecemos este homem curdo, Musico que nos convidou para beber chá. Na pequena casa de apenas uma divisão, situada à voltade um pátio, coberta de tapetes coloridos, deu-nos um pequeno concerto, tocando os vários instrumentos., sempre d euma forma muito compenetrada.
Jovens libaneses, rindo alegremente durante um passeio domingueiro nesta velha reliquia de automóvel descapotável, enquanto nós percorríamos a pé o incrivelmente belo Vale sagrado de Kadisha, no Líbano.
Ainda no Líbano, mulher Libanesa a virar e revirar massas de pizza num Restaurante em Baalbek, no Líbano.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
De que rostos é feito o Mundo
Quando escrevo sobre a India, há sempre uma emoção forte aliada e quase que os meus dedos tremem sobre o teclado, porque me faltam sempre adjectivos para qualificar o meu sentimento. É o meu País favorito. É o País de que mais gosto. É, para mim, o País mais fascinante dos trinta e tal que conheço. Sei lá. É viciante. Tenho sempre vontade de lá voltar.
E detesto aquela miséria, aquela confusão de gente que há por todos os lados, aquela falta de privacidade, do barulho e do caos. Não gosto, como qualquer outro ser humano, chocar com mendigos pobres e leprosos cujos olhos quase que perfuram os nossos de tão intenso que é o seu mendigar. Não gosto, porque dói, porque não tenho culpa de que existam e de repente parece que me sinto responsável, porque estou aqui alegremente a passear, mesmo que seja à "pé rapado", como se costuma dizer, de mochila às costas, mas não me falta o pão e lá em casa tenho o conforto de um lar, e agora estou eu aqui a passar neste passeio, mesmo que seja de chinelo enfiado no pé e aqui ao meu lado, uma fila constituida por mendigos sujos, envoltos em trapos, de olhares famintos estendem-me as mãos e depois unem os dedos magros e encostam-nos aos lábios. Alguns são deficientes. Alguns são muito velhos, ou talvez a miséria os faça parecer mais velhos. Alguns são crianças pequenas. E eu passo diante deles com os ombros carregados do peso da responsabilidade que absurdamente sinto e nada posso fazer!
Não é suposto incentivarmos a mendicidade e alem do mais muitas vezes é uma concentração tão grande de pedintes que se resolvermos ajudar um, todos os outros irão naturalmente exigir tambem a sua parte. E então como nada posso fazer, continuo o meu caminho, e tal como os outros priviligiados como eu, desvio o olhar, e no meu caso, impotente e frustrada.
Não gosto das ruas sujas, e o esgoto a céu aberto. Adoro as vacas, e aprecio o facto de não serem mortas, mas não gosto de estar constatemente a pisar as fezes que vão deixando ao longo do dia por todos os lados, sem qualquer pudor. Mas o problema é meu, elas afinal estão no País delas.
A Indía é o meu País favorito.
Adoro as côres dos saris e as jóias que adornam os pescoços, pés, narizes e orelhas da mulheres; adoro o cheiro a incenso; o cheiro a especiarias e a caril; adoro a musica e as danças, até mesmo aquelas dos filmes de Bolywood, que me delicio a ver à noite na televisão do quarto do hostel; adoro os monumentos e Palácios, ricos e ostensivos; adoro os templos hindus, sikhs, budistas, jainistas...; fascinam-me as imagens dos deuses hindus, desde a perversidade da deusa Kali ao ar ingénuo do deus Ganesh; adoro a comida indiana, desde a masala dosa ao sag paneer; adoro a espiritualidade da India...
| Em Shimla, no Norte da India |
| Em Jaipur, hora do descanso |
| Comboio a caminho de Shimla |
Temos tambem o Nepal. E aqui o meu coração tambem vacila, porque o Nepal tembem é o meu País favorito. Mas é natural. É logo ali ao lado, e não é assim tão diferente. Bom, talvez haja mais tranquilidade e sossego, sobretudo fora de Kathmandu. A miséria tambem não é tão visivel e chocante como na India. O sistema das castas não está tão enraizado no Nepal como na India, e acaba por tornar os Nepaleses mais tolerantes e mais abertos. Tambem não existe tanto a ideia das familias numerosas como na India. No Nepal, os casais têm normalmente dois filhos, pelo que falamos de uma população muito menos numerosa do que na India.
Em Tansen, uma vila aninhada nas montanhas, a Sul de Kathmandu, conhecemos uma viajante inglesa, daquelas com um ar de hippie moderna, que tinha acabado de chegar ali na mesma camioneta que nós, de Varanasi, e depois de uma viagem de vários meses pela India, e quando lhe perguntamos se estava a gostar de Tansen, respondeu: " Se estou a gostar? Viajei durante seis meses pela India e de repente resolvi vir até ao Nepal.Se eu soubesse que isto era assim, já tinha vindo há mais tempo!"
E quando disse "isto" olhou em volta. O "isto" significava a tranquilidade daquele lugar simples, de ar fresco, bafejado pela proximidade das montanhas, de casinhas com varandas em ferro forjado, de ruas estreitas e empedradas, por onde passavam agricultores a regressar da faina, mulheres com cestos nas cabeças, grupos de crianças metidas em uniformes escolares, sorridentes a gritar "Namaste", que nos olhavam com curiosidade mas sem pretensões de interferir no nosso espaço.
Eu própria, quando descia e subia as ruas de Tansen, e se desse conta de alquem a caminhar logo atrás de mim, pensava logo: " pronto, o que me vão vender agora? Que esquema maluco vão propôr-me agora?"
Mas não, ninguem nos queria vender nada, nem propor nada. Quando muito, cumprimentavam-nos sorridentes ou olhavam-nos com curiosidade e por vezes nem isso. Não havia homens a perseguir-nos durante minutos a fio, num verdadeiro massacre, a querer vender-nos viagens de rickshaws, calças de ganga, óculos de Sol, passeios pela cidade, postais, pulseiras, droga...e até as próprias mães se preciso fôsse, ehehehe, como acontece em Varanasi.
| Numa aldeia, nos arredores da vila de Tansen, no Nepal |
| Agricultores numa aldeia no Santuário de Annapurna, nos Himalaias |
| Nos Himalaias Nepaleses |
| Em Pokhara, num templo situado numa pequena ilha no meio do lago |
| Monges Budistas no Templo Bodnath em Kathmandu |
De que rostos é feito o mundo - Continuação
Enquanto nós visitamos os lugares com os olhos e a curiosidade de um viajante normal, querendo apreciar do ponto de vista estético ou cultural, há ao nosso lado muita gente que está ali por razões de fé , religiosas, espirituais. O seu olhar é diferente do nosso. As suas motivações tambem não se equiparam às nossas. Por isso, é que encontro no seus olhares uma emoção sempre muito mais poderosa e autêntica do que a que nós temos. Não que não nos possamos emocionar tambem com o que vemos...muitas vezes já me aconteceu até ficar com lágrimas nos olhos devido à beleza de um lugar ou à espriritualidade que dele emana, mas na verdade nunca será como a dos que estão ali por fé ou devoção.
O que sentimos nós viajantes comparativamente com eles é quase leviano. Hoje estou em extase a apreciar um templo, mas no dia seguinte, esse templo é substituído por um belo Vale rodeado de montanhas que me faz esquecer o extase do lugar anterior que visitei.
As pessoas que estão num lugar por devoção, estão ali por isso, pela devoção, pela Fé. Mesmo que a seguir visitem outro lugar de culto, não será relevante se é mais bonito, mais antigo, mais rico...porque é a Fé que os move e não propriamente o lugar.
Na Grécia, em Meteora, uns conventos antigos esculpidos em cima de penhascos vertiginosos foram o motivo para viajarmos até lá.
Estes peregrinos terão ido à procura de algo mais...
| Um dos Conventos em Meteora, Grécia
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Na cidadela ainda habitada do castelo Medieval de Berat, na Albânia, a nossa viagem cruzou-se com a viagem deste casal, a viagem de uma vida.
O taxi é um dos meios de transporte que mais usamos nas viagens. Quem ler isto, há-de pensar que é um luxo, tendo em conta que defendemos as viagens económicas, mas na realidade em alguns Países andar de taxi é muito barato, e bem, às vezes tambem náo há grandes alternativas. Já apanhámos Motoristas ansiosos e nervosos na condução a quem pedíamos "calma"; apanhámos aqueles que nos queriam enganar, querendo-nos deixar num hotel diferente do que tínhamos pedido ou até mesmo mentindo, dizendo que o hotel para onde queríamos que nos levasse tinha ardido. Nestes casos, há que fazer finca pé!
Apanhámos um motorista espectacular em Beirut, no Líbano que passou horas connosco à noite pelas ruas da cidade à procura de um hostal económico, mas só nos apareciam hoteis caros...o pobre do Motorista estava com tanta pena nossa que até nos convidou para dormirmos em sua casa.
Apanhámos tambem o Xerife, o Albanês que nos levou até à fronteira da Macedónia e que pousa em baixo para a foto!
| O Xerife a deixar-nos entregues à nossa sorte na fronteira entre a Albânia e Macedónia. |
Musica defronte do castelo de Ohrid, na Macedónia.
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